Em 2022, continuando sua abordagem sobre a Missão de Cafh, a diretora de Cafh, Ana Cristina Flor apresentou a visão de que a Missão de Cafh possui duas dimensões: uma Mística e outra Social.
Ela destaca que O Regulamento define Cafh como "...uma reunião de almas2 que buscam sua liberação interior..." Do ponto de vista místico, este é um aspecto essencial.
A ideia de "reunião de almas" indica a natureza espiritual da relação entre os membros de Cafh e que sua base é o amor à liberdade interior.
Porque é tão importante esta natureza espiritual da nossa relação?
Quando decidimos fazer parte de Cafh através de um voto, imediatamente nos unimos a um grupo composto por pessoas que não elegemos, e possivelmente, que não conhecemos.
Este fato é muito relevante. Indica que o vínculo não se estabelece por afinidade, por simpatia, por profissão ou por parentesco, mas como consequência de nossa busca espiritual, de nossa união com o Corpo Místico.
Nosso vínculo é espiritual porque o impulso que nos levou a ser parte de Cafh e a motivação que nos une é conhecer a nós mesmos desenvolver nossa vocação espiritual. Desde o primeiro momento, a única coisa certa que temos em comum é nada menos que o essencial em qualquer ser humano: o sentido profundo da sua vida.
Hoje vemos uma grande polarização refletida em facções políticas e ideológicas, nas posições frente a pandemia e as vacinas, frente a guerra, frente a imigração e tantos outros exemplos. O nosso vínculo transcendente nos dá a possibilidade de trabalhar e encontrar respostas para esta superatividade que se manifesta fortemente no nosso mundo.
Também o vínculo entre os membros de Cafh está definido por um propósito: a busca da liberdade interior.
O que é a liberdade interior e por que sua busca é tão importante para estar
no sentido mesmo da reunião de almas de Cafh?
Buscar a liberdade interior implica conhecer a nós mesmos, reconhecer tudo o que nos foi condicionando e definindo ao longo da nossa vida. Ao mesmo tempo, aprendemos a não nos identificar e a distanciar-nos dessas roupagens para descobrir o nosso verdadeiro ser eterno. Só a partir de nosso ser genuíno podemos estabelecer uma união espiritual e duradoura com aqueles que nos rodeiam, com a realidade toda e com o Divino.
Por isso, em Cafh não só trabalhamos individualmente, mas também o
fazemos em grupos. Qual é o sentido dos grupos de Cafh? Por que trabalhamos em grupos?
Recordemos que somos uma reunião de almas. A Reunião de Almas de Cafh forma o Corpo Místico da mesma. Nossa participação da Reunião de Almas de Cafh nos permite participar dos Dons de Cafh.
Poderíamos interpretar essas ideias de uma forma excludente. Por exemplo, falar de "almas" poderia ser interpretado como excluir todos os aspectos da nossa condição humana: o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções. Mas não é assim. Esta ideia refere-se a que nosso vínculo com Cafh é vocacional e de predestinação. Poderíamos dizer que é sobrenatural porque está além da nossa compreensão e porque transcende a vida física.
Também poderíamos interpretar que esta ideia nos separa de outros seres humanos, que somos diferentes ou que temos algum privilégio. Caberia a pergunta, que privilégio outorga o compromisso assumido para viver a Lei da Renúncia por amor a humanidade? O despertar da consciência da vocação espiritual traz tanto plenitude como dor, pois começamos a compreender quão maravilhosas são as possibilidades dos seres humanos e, ao mesmo tempo, como estamos distantes delas.
Nosso trabalho espiritual individual e nos grupos de Cafh não está completo sem o aspecto social de nossa missão.
Embora o trabalho interior seja a essência da nossa missão mística, sabemos que não o fazemos apenas para nós. A nossa vocação nos chama à transcendência, ou seja, a oferecer o nosso trabalho para o desenvolvimento de todos os seres humanos.
Realizamos nossa missão social abrindo-nos e retornando para o nosso entorno a experiência que realizamos, compartilhando os bens interiores que recebemos e desenvolvemos. Nossa obra social é o que se derrama ao nosso redor por nossa vida interior ativa e renovada.
Isto o realizamos, por um lado, através das Atividades de Extensão, nas
quais oferecemos uma parte de nosso tempo, e nas quais procuramos gerar âmbitos nos quais possamos compartilhar os temas e práticas que caracterizam nosso trabalho através de nossa experiência.
Por outro lado, desenvolvemos a nossa missão social no contato direto com as pessoas que encontramos no nosso caminho e no nosso viver quotidiano. Dedicando tempo e amor a escuta, ao acompanhar e compartilhar, oferecendo-lhes a nossa presença.
Por fim, também nós brindamos energia e amor através da oração. Orar é um grande dom que nos coloca diante do transcendente, ao mistério do Divino Desconhecido, eleva nossa própria vibração interna e se transforma
em energia espiritual e assistência para outros.
Ela destaca que O Regulamento define Cafh como "...uma reunião de almas2 que buscam sua liberação interior..." Do ponto de vista místico, este é um aspecto essencial.
A ideia de "reunião de almas" indica a natureza espiritual da relação entre os membros de Cafh e que sua base é o amor à liberdade interior.
Porque é tão importante esta natureza espiritual da nossa relação?
Quando decidimos fazer parte de Cafh através de um voto, imediatamente nos unimos a um grupo composto por pessoas que não elegemos, e possivelmente, que não conhecemos.
Este fato é muito relevante. Indica que o vínculo não se estabelece por afinidade, por simpatia, por profissão ou por parentesco, mas como consequência de nossa busca espiritual, de nossa união com o Corpo Místico.
Nosso vínculo é espiritual porque o impulso que nos levou a ser parte de Cafh e a motivação que nos une é conhecer a nós mesmos desenvolver nossa vocação espiritual. Desde o primeiro momento, a única coisa certa que temos em comum é nada menos que o essencial em qualquer ser humano: o sentido profundo da sua vida.
Hoje vemos uma grande polarização refletida em facções políticas e ideológicas, nas posições frente a pandemia e as vacinas, frente a guerra, frente a imigração e tantos outros exemplos. O nosso vínculo transcendente nos dá a possibilidade de trabalhar e encontrar respostas para esta superatividade que se manifesta fortemente no nosso mundo.
Também o vínculo entre os membros de Cafh está definido por um propósito: a busca da liberdade interior.
O que é a liberdade interior e por que sua busca é tão importante para estar
no sentido mesmo da reunião de almas de Cafh?
Buscar a liberdade interior implica conhecer a nós mesmos, reconhecer tudo o que nos foi condicionando e definindo ao longo da nossa vida. Ao mesmo tempo, aprendemos a não nos identificar e a distanciar-nos dessas roupagens para descobrir o nosso verdadeiro ser eterno. Só a partir de nosso ser genuíno podemos estabelecer uma união espiritual e duradoura com aqueles que nos rodeiam, com a realidade toda e com o Divino.
Por isso, em Cafh não só trabalhamos individualmente, mas também o
fazemos em grupos. Qual é o sentido dos grupos de Cafh? Por que trabalhamos em grupos?
Recordemos que somos uma reunião de almas. A Reunião de Almas de Cafh forma o Corpo Místico da mesma. Nossa participação da Reunião de Almas de Cafh nos permite participar dos Dons de Cafh.
Poderíamos interpretar essas ideias de uma forma excludente. Por exemplo, falar de "almas" poderia ser interpretado como excluir todos os aspectos da nossa condição humana: o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções. Mas não é assim. Esta ideia refere-se a que nosso vínculo com Cafh é vocacional e de predestinação. Poderíamos dizer que é sobrenatural porque está além da nossa compreensão e porque transcende a vida física.
Também poderíamos interpretar que esta ideia nos separa de outros seres humanos, que somos diferentes ou que temos algum privilégio. Caberia a pergunta, que privilégio outorga o compromisso assumido para viver a Lei da Renúncia por amor a humanidade? O despertar da consciência da vocação espiritual traz tanto plenitude como dor, pois começamos a compreender quão maravilhosas são as possibilidades dos seres humanos e, ao mesmo tempo, como estamos distantes delas.
Nosso trabalho espiritual individual e nos grupos de Cafh não está completo sem o aspecto social de nossa missão.
Embora o trabalho interior seja a essência da nossa missão mística, sabemos que não o fazemos apenas para nós. A nossa vocação nos chama à transcendência, ou seja, a oferecer o nosso trabalho para o desenvolvimento de todos os seres humanos.
Realizamos nossa missão social abrindo-nos e retornando para o nosso entorno a experiência que realizamos, compartilhando os bens interiores que recebemos e desenvolvemos. Nossa obra social é o que se derrama ao nosso redor por nossa vida interior ativa e renovada.
Isto o realizamos, por um lado, através das Atividades de Extensão, nas
quais oferecemos uma parte de nosso tempo, e nas quais procuramos gerar âmbitos nos quais possamos compartilhar os temas e práticas que caracterizam nosso trabalho através de nossa experiência.
Por outro lado, desenvolvemos a nossa missão social no contato direto com as pessoas que encontramos no nosso caminho e no nosso viver quotidiano. Dedicando tempo e amor a escuta, ao acompanhar e compartilhar, oferecendo-lhes a nossa presença.
Por fim, também nós brindamos energia e amor através da oração. Orar é um grande dom que nos coloca diante do transcendente, ao mistério do Divino Desconhecido, eleva nossa própria vibração interna e se transforma
em energia espiritual e assistência para outros.