No tema O Estandarte, cujo efeito é eleição, aprendemos a querer, a alimentar a nossa vontade com o amor e a verdade. O Estandarte é símbolo de proteção. Aquele que o levanta, coloca-o mais alto que a sua cabeça; ou seja, simbolicamente o estandarte tremula sobre a razão. É uma forma de chamado para estabelecer um vínculo entre o celestial e o terreno, entre a alma e o divino.
Os três Temas de Meditação anteriores – A Dama do Véu Negro, O Abismo e Os Dois Caminhos – levaram-nos passo a passo a ver com outros olhos, a analisar os fatos de nossa vida e a interpretação que fazemos deles, usando a nossa vocação como medida. A Dama do Véu Negro, ensinando-nos um novo modo de descrever a realidade; O Abismo, criando comparação e contraste entre a luz fugaz do começo da vocação e a vida instintiva e egoísta; Os Dois Caminhos, mostrando-nos, por meio do sim e do não, que a vida a serviço de nossos apegos é um desvio de nossa vocação de união com o todo.
Através destes três Temas, aprendemos a aborrecer o que nos afasta de nosso caminho de desenvolvimento, aprendemos a sentir desolação ao nos encontrarmos à mercê de nossos instintos, paixões e ignorância e aprendemos a sentir desapego pelo caminho sinuoso do sofrimento e das experiências sem fim. No entanto, a nossa peregrinação rumo ao desenvolvimento está longe, muito longe de chegar a seu fim.
Aprendemos, por acaso, a passar do desapego à liberação? O desapego é liberação? Podemos atrever-nos a afirmar, sem medo de equivocar-nos, que desapego não é liberação; é simplesmente um passo na direção indicada, mas ainda temos que fazer muito para nos liberar.
Desapegar-nos de nossas amarras significa, em certo sentido, treinar-nos para pensar e para sentir que não queremos isso que nos ata. Este treinamento toma muita de nossa energia; custa-nos e nem sempre estamos definitivamente convencidos de que o objeto de nossos apegos é limitante. Este trabalho de desapego está dentro do âmbito dos pares de opostos.
Para poder discernir o Caminho, temos dividido a realidade em duas e temos aprendido que algumas coisas vão para um lado e outras para o outro. Como exercício de discernimento, como treinamento para poder atuar retamente, isto é indispensável e necessário. Mas não é o final do Caminho.
A Divina Mãe nos dá o Estandarte do Amor, um amor tão sublime que não se submete à razão, mas reina sobre ela. Também nos dá as duas Chaves, uma de aço e outra de platina, para que com elas harmonizemos os pares de opostos de espírito e matéria, bem e mal, individual e coletivo, sem perder de vista nosso fim de união. Agora que sabemos aborrecer o que nos separa Dela, que sabemos sentir desolação por nosso estado de ignorância e podemos desapegar-nos de nossas amarras, temos suficiente força interior para usar nossa energia vital de forma harmônica e liberadora.
A mente humana pode acolher a sabedoria, porém não é a sabedoria mesma. A mente, com a reflexão, convida à sabedoria, cultiva-a, mas não é sua dona. A mente analisa e esmiúça as emoções, as sensações, as ideias. A mente compreende, raciocina, mas não sabe.
Para saber há que se comprometer todo o ser: mente, sentimento e ação. Quando a mente atua sozinha, corre o perigo de se perder, de elaborar razões e desculpas para satisfazer necessidades que não pode manejar; pode cair no materialismo, na incredulidade ou no sofisma. Pode até cair na separatividade, no egoísmo acérrimo. É por isso que a Divina Mãe nos dá um Estandarte que tremula muito mais alto do que a nossa razão, um Estandarte que não se dobra diante de nada: o Amor.
As Chaves de aço e de platina representam um enigma a resolver. Em nosso caso esse enigma é representado pelos pares de opostos. É interessante que notemos que uma chave serve tanto para abrir como para fechar. Pode abrir-nos as portas da realização como pode fechá-las. O próprio símbolo nos fala dos pares de opostos.
A Chave de aço simboliza a força invencível, a dureza de nosso amor.
A Chave de platina simboliza o caráter inalterável, dúctil e tenaz de nosso amor.
Este amor nos leva pela mão e em silêncio através do jogo da mente, deixando-nos elucidar, compreender, harmonizar, resguardando-nos sempre da serpente que se esconde por trás dos frutos da mente.
O Estandarte do Amor nos leva até a porta que será aberta pela Chave que a Divina Mãe colocou em nossas mãos: a Renúncia. O nosso agir já não se baseia somente no sim ou no não de Os Dois Caminhos. Não é simplesmente um discernimento moral acerca do bom e do mau o que determina as nossas decisões. Aprendemos a discernir com base no conhecimento sobre as consequências do uso de nossa energia. Aprendemos a fazer-nos responsáveis pelo que fazemos com uma vida que não se rege por leis independentes, mas pela lei da Renúncia, a lei que nos leva do complexo ao simples, do egoísmo à participação, da ignorância à união com a Divina Mãe. A eleição é sempre uma e única: o uso sábio da energia.
Os três Temas de Meditação anteriores – A Dama do Véu Negro, O Abismo e Os Dois Caminhos – levaram-nos passo a passo a ver com outros olhos, a analisar os fatos de nossa vida e a interpretação que fazemos deles, usando a nossa vocação como medida. A Dama do Véu Negro, ensinando-nos um novo modo de descrever a realidade; O Abismo, criando comparação e contraste entre a luz fugaz do começo da vocação e a vida instintiva e egoísta; Os Dois Caminhos, mostrando-nos, por meio do sim e do não, que a vida a serviço de nossos apegos é um desvio de nossa vocação de união com o todo.
Através destes três Temas, aprendemos a aborrecer o que nos afasta de nosso caminho de desenvolvimento, aprendemos a sentir desolação ao nos encontrarmos à mercê de nossos instintos, paixões e ignorância e aprendemos a sentir desapego pelo caminho sinuoso do sofrimento e das experiências sem fim. No entanto, a nossa peregrinação rumo ao desenvolvimento está longe, muito longe de chegar a seu fim.
Aprendemos, por acaso, a passar do desapego à liberação? O desapego é liberação? Podemos atrever-nos a afirmar, sem medo de equivocar-nos, que desapego não é liberação; é simplesmente um passo na direção indicada, mas ainda temos que fazer muito para nos liberar.
Desapegar-nos de nossas amarras significa, em certo sentido, treinar-nos para pensar e para sentir que não queremos isso que nos ata. Este treinamento toma muita de nossa energia; custa-nos e nem sempre estamos definitivamente convencidos de que o objeto de nossos apegos é limitante. Este trabalho de desapego está dentro do âmbito dos pares de opostos.
Para poder discernir o Caminho, temos dividido a realidade em duas e temos aprendido que algumas coisas vão para um lado e outras para o outro. Como exercício de discernimento, como treinamento para poder atuar retamente, isto é indispensável e necessário. Mas não é o final do Caminho.
A Divina Mãe nos dá o Estandarte do Amor, um amor tão sublime que não se submete à razão, mas reina sobre ela. Também nos dá as duas Chaves, uma de aço e outra de platina, para que com elas harmonizemos os pares de opostos de espírito e matéria, bem e mal, individual e coletivo, sem perder de vista nosso fim de união. Agora que sabemos aborrecer o que nos separa Dela, que sabemos sentir desolação por nosso estado de ignorância e podemos desapegar-nos de nossas amarras, temos suficiente força interior para usar nossa energia vital de forma harmônica e liberadora.
A mente humana pode acolher a sabedoria, porém não é a sabedoria mesma. A mente, com a reflexão, convida à sabedoria, cultiva-a, mas não é sua dona. A mente analisa e esmiúça as emoções, as sensações, as ideias. A mente compreende, raciocina, mas não sabe.
Para saber há que se comprometer todo o ser: mente, sentimento e ação. Quando a mente atua sozinha, corre o perigo de se perder, de elaborar razões e desculpas para satisfazer necessidades que não pode manejar; pode cair no materialismo, na incredulidade ou no sofisma. Pode até cair na separatividade, no egoísmo acérrimo. É por isso que a Divina Mãe nos dá um Estandarte que tremula muito mais alto do que a nossa razão, um Estandarte que não se dobra diante de nada: o Amor.
As Chaves de aço e de platina representam um enigma a resolver. Em nosso caso esse enigma é representado pelos pares de opostos. É interessante que notemos que uma chave serve tanto para abrir como para fechar. Pode abrir-nos as portas da realização como pode fechá-las. O próprio símbolo nos fala dos pares de opostos.
A Chave de aço simboliza a força invencível, a dureza de nosso amor.
A Chave de platina simboliza o caráter inalterável, dúctil e tenaz de nosso amor.
Este amor nos leva pela mão e em silêncio através do jogo da mente, deixando-nos elucidar, compreender, harmonizar, resguardando-nos sempre da serpente que se esconde por trás dos frutos da mente.
O Estandarte do Amor nos leva até a porta que será aberta pela Chave que a Divina Mãe colocou em nossas mãos: a Renúncia. O nosso agir já não se baseia somente no sim ou no não de Os Dois Caminhos. Não é simplesmente um discernimento moral acerca do bom e do mau o que determina as nossas decisões. Aprendemos a discernir com base no conhecimento sobre as consequências do uso de nossa energia. Aprendemos a fazer-nos responsáveis pelo que fazemos com uma vida que não se rege por leis independentes, mas pela lei da Renúncia, a lei que nos leva do complexo ao simples, do egoísmo à participação, da ignorância à união com a Divina Mãe. A eleição é sempre uma e única: o uso sábio da energia.