No tema O Templo de Ouro, cujo efeito é o consolo, aprendemos a amar, a encontrar consolo na oferenda; descobrimos o segredo da renúncia.
Enquanto transitávamos pelo Abismo, a essa altura de nosso Caminho, oscilávamos entre o bem e o mal, entre o nosso estado de ignorância e o nosso destino divino. Tanto podíamos vencer a prova de O Abismo e seguir adiante, como podíamos cair prisioneiros de nossas forças instintivas e submergir-nos mais e mais nas trevas. É por isso que em O Abismo tínhamos que permanecer quietos, absorvendo o sentimento de desolação.
Nossa vontade era passional e estava sujeita aos vaivéns de nossos
desejos. Éramos pobres Viandantes à mercê de nossos compostos.
Depois, em Os Dois Caminhos, quando conseguimos discernir entre o bem e o mal e alcançamos um mínimo de controle sobre as nossas paixões, compreendemos o valor de não satisfazer sempre os nossos instintos.
Armados com nosso discernimento, fruto de nossa capacidade de autodomínio, erguemos o Estandarte do Amor e nos transformamos em Peregrinos. Nossos passos tinham um destino certo e tornavam-se mais seguros. Nossa Eleição se nos apresentava em toda a sua clareza: fazer uso sábio de nossa energia. Nossos dias de Viandantes haviam ficado para trás.
Como Peregrinos estamos agora prontos para receber “a espada de duplo fio da inquebrantável vontade”.
Que significado tem esta espada?
A espada, arma de destruição, é também instrumento de bem quando é usada para lutar contra o mal. A espada de duplo fio da inquebrantável vontade penetra com o poder do amor e da verdade. A vontade já não se alimenta tanto da determinação. A vontade se torna
inquebrantável porque amor, verdade e vontade são uma unidade.
Amor e verdade começam a nos revelar os segredos dos enigmas ilusão-realidade, amor-egoísmo, luz-trevas.
De posse da espada de duplo fio, já não voltaremos ao mundo da ignorância. Penetramos a densidade das trevas com a luz do amor e o brilho refulgente da verdade. O Caminho de Renúncia aparece diante de nós em toda a sua desnudez.
Os compostos de nossa alma deixaram de lutar para prevalecer. A mente está sob o controle da consciência e esta procura somente o Divino. Nossa simbologia representa este domínio mental quando diz:
(O Peregrino) abandonou o hábito escuro das religiões para vestir outro de três cores: vermelho, azul e amarelo.
Deixamos de apoiar-nos em dogmas, naquilo que nos chega de fora, e conseguimos o domínio de nossa mente para descobrir a verdade e alimentar nosso amor. O amarelo é símbolo da vida eterna, da fé. O vermelho é o símbolo da chama: amor ardente a Deus e ao próximo. O azul é a cor do céu longínquo e evoca a morada do potencial. Estas são as nossas vestes: fé na vida eterna, amor ardente e anseio por Hes. Apreendemos esta realidade que se apresenta diante de nós, absorvemo-la e entramos no Templo de Ouro.
O Templo de Ouro é símbolo do lugar ideal, do mundo perfeito e luminoso no qual convergem o humano e o divino. Nele guardamos os tesouros que descobrimos, a luz que vislumbramos, a consciência que desenvolvemos e dispomo-nos a descansar. Deixamos fora tudo o que entesourávamos quando vivíamos nas trevas. Aprendemos a trazer o céu à terra, a realizar em nós mesmos o ideal a que tanto aspiramos. Criamos um lugar-tempo sagrado.
Acreditamos fervorosamente que ali reside a Divina Mãe, ali Lhe damos as boas-vindas, ali A convidamos a permanecer para sempre.
A renúncia é a lei que abraçamos com todo fervor. Nosso amor por este Templo de Ouro, morada presumida da Divina Mãe, incita-nos a deixar a “bolsa de pão do pobre”, a consumar o sacrifício do total desfazimento.
No entanto, eis-nos aqui, no Templo de Ouro e sem o objeto de todo o nosso amor. O Templo está vazio. Mas não estamos sós. Já não somos o Peregrino à mercê dos perigos do caminho. A Divina Mãe não está nesse céu que lhe havíamos construído, mas nos dá uma mensagem, dá-nos ajuda, consola-nos em nossa dor, mostrando-nos o caminho do amor a sua Criação, o caminho da Renunciação.
A dor é ao mesmo tempo amarga e doce. É amarga porque nasce ao se desprender de uma última ilusão e é doce porque nos convida a penetrar na realidade que se revela diante de nós, quando cai essa última ilusão. Sentimos descanso e alívio da dor, da fadiga de um longo caminho; consolo por ter chegado a um estado de equilíbrio na transferência de energia: de nosso desejo de sentir-nos amados a aprender a amar sem medida; de nosso desejo de chegar ao regaço da Divina Mãe ao nosso apostolado de assistência às almas; de nosso desejo de receber a nossa necessidade intrínseca de oferendar.
O Templo de Ouro não nos oferece o consolo que esperávamos; dá-nos o Consolo da participação com todas as almas.
O Templo de Ouro nos leva à Suprema Renunciação: um amor incondicional, sem medida, pela divina manifestação.
Enquanto transitávamos pelo Abismo, a essa altura de nosso Caminho, oscilávamos entre o bem e o mal, entre o nosso estado de ignorância e o nosso destino divino. Tanto podíamos vencer a prova de O Abismo e seguir adiante, como podíamos cair prisioneiros de nossas forças instintivas e submergir-nos mais e mais nas trevas. É por isso que em O Abismo tínhamos que permanecer quietos, absorvendo o sentimento de desolação.
Nossa vontade era passional e estava sujeita aos vaivéns de nossos
desejos. Éramos pobres Viandantes à mercê de nossos compostos.
Depois, em Os Dois Caminhos, quando conseguimos discernir entre o bem e o mal e alcançamos um mínimo de controle sobre as nossas paixões, compreendemos o valor de não satisfazer sempre os nossos instintos.
Armados com nosso discernimento, fruto de nossa capacidade de autodomínio, erguemos o Estandarte do Amor e nos transformamos em Peregrinos. Nossos passos tinham um destino certo e tornavam-se mais seguros. Nossa Eleição se nos apresentava em toda a sua clareza: fazer uso sábio de nossa energia. Nossos dias de Viandantes haviam ficado para trás.
Como Peregrinos estamos agora prontos para receber “a espada de duplo fio da inquebrantável vontade”.
Que significado tem esta espada?
A espada, arma de destruição, é também instrumento de bem quando é usada para lutar contra o mal. A espada de duplo fio da inquebrantável vontade penetra com o poder do amor e da verdade. A vontade já não se alimenta tanto da determinação. A vontade se torna
inquebrantável porque amor, verdade e vontade são uma unidade.
Amor e verdade começam a nos revelar os segredos dos enigmas ilusão-realidade, amor-egoísmo, luz-trevas.
De posse da espada de duplo fio, já não voltaremos ao mundo da ignorância. Penetramos a densidade das trevas com a luz do amor e o brilho refulgente da verdade. O Caminho de Renúncia aparece diante de nós em toda a sua desnudez.
Os compostos de nossa alma deixaram de lutar para prevalecer. A mente está sob o controle da consciência e esta procura somente o Divino. Nossa simbologia representa este domínio mental quando diz:
(O Peregrino) abandonou o hábito escuro das religiões para vestir outro de três cores: vermelho, azul e amarelo.
Deixamos de apoiar-nos em dogmas, naquilo que nos chega de fora, e conseguimos o domínio de nossa mente para descobrir a verdade e alimentar nosso amor. O amarelo é símbolo da vida eterna, da fé. O vermelho é o símbolo da chama: amor ardente a Deus e ao próximo. O azul é a cor do céu longínquo e evoca a morada do potencial. Estas são as nossas vestes: fé na vida eterna, amor ardente e anseio por Hes. Apreendemos esta realidade que se apresenta diante de nós, absorvemo-la e entramos no Templo de Ouro.
O Templo de Ouro é símbolo do lugar ideal, do mundo perfeito e luminoso no qual convergem o humano e o divino. Nele guardamos os tesouros que descobrimos, a luz que vislumbramos, a consciência que desenvolvemos e dispomo-nos a descansar. Deixamos fora tudo o que entesourávamos quando vivíamos nas trevas. Aprendemos a trazer o céu à terra, a realizar em nós mesmos o ideal a que tanto aspiramos. Criamos um lugar-tempo sagrado.
Acreditamos fervorosamente que ali reside a Divina Mãe, ali Lhe damos as boas-vindas, ali A convidamos a permanecer para sempre.
A renúncia é a lei que abraçamos com todo fervor. Nosso amor por este Templo de Ouro, morada presumida da Divina Mãe, incita-nos a deixar a “bolsa de pão do pobre”, a consumar o sacrifício do total desfazimento.
No entanto, eis-nos aqui, no Templo de Ouro e sem o objeto de todo o nosso amor. O Templo está vazio. Mas não estamos sós. Já não somos o Peregrino à mercê dos perigos do caminho. A Divina Mãe não está nesse céu que lhe havíamos construído, mas nos dá uma mensagem, dá-nos ajuda, consola-nos em nossa dor, mostrando-nos o caminho do amor a sua Criação, o caminho da Renunciação.
A dor é ao mesmo tempo amarga e doce. É amarga porque nasce ao se desprender de uma última ilusão e é doce porque nos convida a penetrar na realidade que se revela diante de nós, quando cai essa última ilusão. Sentimos descanso e alívio da dor, da fadiga de um longo caminho; consolo por ter chegado a um estado de equilíbrio na transferência de energia: de nosso desejo de sentir-nos amados a aprender a amar sem medida; de nosso desejo de chegar ao regaço da Divina Mãe ao nosso apostolado de assistência às almas; de nosso desejo de receber a nossa necessidade intrínseca de oferendar.
O Templo de Ouro não nos oferece o consolo que esperávamos; dá-nos o Consolo da participação com todas as almas.
O Templo de Ouro nos leva à Suprema Renunciação: um amor incondicional, sem medida, pela divina manifestação.