O amor que sustenta nossa busca pela liberação interior nos coloca diante de uma Ideia de Renúncia que nos permite transformar nossa vida numa maravilhosa experiência espiritual de expansão interior que chega a ser prazerosa. Sob esse ponto de vista, a Renúncia se apresenta em sete graus, iluminando a vida como um arco íris de luz.
O primeiro grau de renúncia consiste em quebrar a personalidade corrente.
A personalidade corrente é o conjunto de ideias que nos encerra dentro de um círculo de determinadas leis, crenças, hábitos, costumes e tendências particulares. Quebrar este círculo, sair do encerramento mental de crer que não podemos ser felizes sem todos esses conceitos pré-estabelecidos, é dar o primeiro passo para a liberação.
Como dentro da cela da personalidade corrente o ser já não encontra felicidade, mente a si mesmo, engana-se constantemente dizendo a si mesmo que é feliz. Por isso, o segundo grau de Renúncia consiste na confissão sincera de nossas limitações.
Renunciar é conhecer-se. Renunciar é fazer luz na alma e ver nos mais secretos rincões da consciência as sombras tão temidas e tão cuidadosamente ocultadas.
O hábito de acumular no interior desejos, aspirações, tendências e vícios ignorados por todos, é uma avareza moral do ser humano.
Necessita-se verdadeiramente de uma coragem extraordinária para que a alma confesse a si mesma seus defeitos. Existe algo assim como uma segunda natureza, um segundo ser que vive na consciência; é a sombra demoníaca que está à esquerda do ser humano e que, constantemente nos move a desculpar nossas misérias interiores, nossas faltas ocultas, a que continuamente dissimulemos ante nós mesmos nossa própria realidade. Porém, a alma que anseia pela liberação, renuncia a cobrir suas misérias com o brilho de uma personalidade fictícia; assim, ela mesma destrói esse inimigo. Já não se envergonha de ver-se tal como é, com seu bem e com seu mal, com suas grandezas e suas misérias. Olha de frente a totalidade de seu mundo interior, no qual há bem e mal.
Unicamente quando não nos conhecemos podemos ser avaros, invejosos, mesquinhos; posso viver pensando que sou o centro e todos os que me rodeiam são meus satélites. Por isso no terceiro grau de Renúncia transcendemos o conceito de separatividade.
Tu e eu, este e o outro, hoje e amanhã; esse tipo de diferenças desaparece ante os olhos felizes de quem renunciou a tudo. Já não somos o centro mesquinho ao redor do qual tudo tem que girar. Não podemos vangloriar-nos do que somos porque estivemos ou estaremos em falta. Não podemos desejar o que não temos, porque ter ou não ter existe unicamente para quem vive na relatividade da vida exterior.
Na alma, o bem e o mal formaram uma base única, o pilar sagrado sobre o qual arde a chama do Espírito. Para uma alma assim, que renunciou a tanto, as ações da vida e o modo de expressá-las mudam completamente. Somente no quarto grau de Renúncia compreendemos aquelas palavras de “trabalhar por trabalhar”.
Trabalhamos como a abelha, sem que importe para quem nem por quê. Sabe-se que o trabalho é um meio para liberar a alma, e não se pede outra recompensa senão que se deixe fazer. Dá-se sem ser visto. Verdadeiramente, a mão esquerda não sabe o que a direita faz, pois se venceu a luxuria da satisfação pessoal. A caridade praticada por vanglória é uma luxúria mórbida da mente; porém a caridade que se faz por fazer e nada mais é liberação, não só dos sentidos como também da mente.
Quando se indica aos grandes seres efetuar uma ação, ainda que seja a mais rotineira ou banal, cumprem-na sem perguntar por que nem para quê. Os que realizaram grandes obras humanitárias, sempre responderam o mesmo àqueles que os adularam por elas: “Eu não o fiz; Deus o fez”.
Só então vivemos a vida, conhecemos a vida e entramos no quinto grau de Renúncia.
Ai dos seres que creem haver coisas agradáveis e outras feias e desagradáveis, e que buscam somente o que os satisfaça! Nunca serão felizes, visto que não há coisas feias e coisas belas; todas merecem ser conhecidas e produzem plenitude quando o olhar atento do observador descobre o espírito que as anima.
O sexto grau de Renúncia já está além da liberação dos sentidos e da mente. É liberação espiritual. Quem renunciou a tudo se assemelha de tal modo à Vontade Divina que vence o tempo e a dor. O ser humano trabalha como aquelas mulheres que tecem grandes tapeçarias e veem unicamente o lado avesso de tecido; não podem dar-se conta da beleza da obra que estão realizando. Mas os que renunciaram e liberaram-se espiritualmente, alcançam tal amplitude que chegam ver a obra em sua essência e em sua potência ao mesmo tempo.
É assim que o Peregrino da Eternidade chega ao sétimo grau de Renúncia e vive ali a Hora Eterna, porque aprendeu que perder é ganhar, dar é receber, deixar o pequeno é viver o grande.
Transcender as horas e o tempo é postar-se firmemente sobre o umbral da Eternidade.
O primeiro grau de renúncia consiste em quebrar a personalidade corrente.
A personalidade corrente é o conjunto de ideias que nos encerra dentro de um círculo de determinadas leis, crenças, hábitos, costumes e tendências particulares. Quebrar este círculo, sair do encerramento mental de crer que não podemos ser felizes sem todos esses conceitos pré-estabelecidos, é dar o primeiro passo para a liberação.
Como dentro da cela da personalidade corrente o ser já não encontra felicidade, mente a si mesmo, engana-se constantemente dizendo a si mesmo que é feliz. Por isso, o segundo grau de Renúncia consiste na confissão sincera de nossas limitações.
Renunciar é conhecer-se. Renunciar é fazer luz na alma e ver nos mais secretos rincões da consciência as sombras tão temidas e tão cuidadosamente ocultadas.
O hábito de acumular no interior desejos, aspirações, tendências e vícios ignorados por todos, é uma avareza moral do ser humano.
Necessita-se verdadeiramente de uma coragem extraordinária para que a alma confesse a si mesma seus defeitos. Existe algo assim como uma segunda natureza, um segundo ser que vive na consciência; é a sombra demoníaca que está à esquerda do ser humano e que, constantemente nos move a desculpar nossas misérias interiores, nossas faltas ocultas, a que continuamente dissimulemos ante nós mesmos nossa própria realidade. Porém, a alma que anseia pela liberação, renuncia a cobrir suas misérias com o brilho de uma personalidade fictícia; assim, ela mesma destrói esse inimigo. Já não se envergonha de ver-se tal como é, com seu bem e com seu mal, com suas grandezas e suas misérias. Olha de frente a totalidade de seu mundo interior, no qual há bem e mal.
Unicamente quando não nos conhecemos podemos ser avaros, invejosos, mesquinhos; posso viver pensando que sou o centro e todos os que me rodeiam são meus satélites. Por isso no terceiro grau de Renúncia transcendemos o conceito de separatividade.
Tu e eu, este e o outro, hoje e amanhã; esse tipo de diferenças desaparece ante os olhos felizes de quem renunciou a tudo. Já não somos o centro mesquinho ao redor do qual tudo tem que girar. Não podemos vangloriar-nos do que somos porque estivemos ou estaremos em falta. Não podemos desejar o que não temos, porque ter ou não ter existe unicamente para quem vive na relatividade da vida exterior.
Na alma, o bem e o mal formaram uma base única, o pilar sagrado sobre o qual arde a chama do Espírito. Para uma alma assim, que renunciou a tanto, as ações da vida e o modo de expressá-las mudam completamente. Somente no quarto grau de Renúncia compreendemos aquelas palavras de “trabalhar por trabalhar”.
Trabalhamos como a abelha, sem que importe para quem nem por quê. Sabe-se que o trabalho é um meio para liberar a alma, e não se pede outra recompensa senão que se deixe fazer. Dá-se sem ser visto. Verdadeiramente, a mão esquerda não sabe o que a direita faz, pois se venceu a luxuria da satisfação pessoal. A caridade praticada por vanglória é uma luxúria mórbida da mente; porém a caridade que se faz por fazer e nada mais é liberação, não só dos sentidos como também da mente.
Quando se indica aos grandes seres efetuar uma ação, ainda que seja a mais rotineira ou banal, cumprem-na sem perguntar por que nem para quê. Os que realizaram grandes obras humanitárias, sempre responderam o mesmo àqueles que os adularam por elas: “Eu não o fiz; Deus o fez”.
Só então vivemos a vida, conhecemos a vida e entramos no quinto grau de Renúncia.
Ai dos seres que creem haver coisas agradáveis e outras feias e desagradáveis, e que buscam somente o que os satisfaça! Nunca serão felizes, visto que não há coisas feias e coisas belas; todas merecem ser conhecidas e produzem plenitude quando o olhar atento do observador descobre o espírito que as anima.
O sexto grau de Renúncia já está além da liberação dos sentidos e da mente. É liberação espiritual. Quem renunciou a tudo se assemelha de tal modo à Vontade Divina que vence o tempo e a dor. O ser humano trabalha como aquelas mulheres que tecem grandes tapeçarias e veem unicamente o lado avesso de tecido; não podem dar-se conta da beleza da obra que estão realizando. Mas os que renunciaram e liberaram-se espiritualmente, alcançam tal amplitude que chegam ver a obra em sua essência e em sua potência ao mesmo tempo.
É assim que o Peregrino da Eternidade chega ao sétimo grau de Renúncia e vive ali a Hora Eterna, porque aprendeu que perder é ganhar, dar é receber, deixar o pequeno é viver o grande.
Transcender as horas e o tempo é postar-se firmemente sobre o umbral da Eternidade.