Neste tema de meditação, O Abismo, cujos efeito é a desolação, aprendemos a comparar e a contrastar o nosso estado de ignorância e o ideal espiritual que começamos a vislumbrar. É o momento simbólico de estar conosco mesmos, silenciado a autojustificação, a autopiedade e a autocomplacência. A paciência, a fé e a esperança nos serenam na Desolação.
Contando com a nova descrição da realidade que a meditação sobre A Dama do Véu Negro nos dá, conseguimos localizar-nos em um contexto maior do que aquele dado por nossa problemática individual. Compreendemos que tudo o que acreditávamos saber sobre nós mesmos e sobre a nossa realidade tem que ser revisado. É assim que nos preparamos para explorar as profundidades de nossas almas, tentando desfazer as amarras do instinto e dissipar as trevas da ignorância.
O Abismo é símbolo tanto das profundidades como das alturas. Não se pode discernir a profundidade se não se tem como referência a altura. E este discernimento é a origem da desolação.
É na contraposição entre as profundezas do instinto e as possibilidades de liberação espiritual que geramos a compreensão e a força necessárias para iniciar a longa descida rumo ao desconhecido em nós. A força da desolação, a nostalgia pelo que intuímos ser o nosso destino, faz-nos fixar os olhos em nossas possibilidades de liberação e nos dá a ousadia de manter-nos mergulhados no abismo do não saber e de cortar os laços dos instintos que nos atam à repetição sem fim das mesmas experiências.
A desolação expressa tanto o sentimento de abandono e de perda pelo que acreditávamos ser quanto pelo que sabemos poder conquistar, mas ainda não possuímos. Por um lado, tudo o que acreditávamos ser, tudo o que acreditávamos ter se mostram como os
tumultuosos jogos abismais de nossa ilusão. Por outro lado, a promessa divina de união é somente um rastro luminoso que se perde na distância.
Este é um momento muito delicado em nosso caminho, já que é muito fácil perder-nos nas trevas e esquecer a luz que uma vez vislumbramos. É por isso que os diretores espirituais nos recomendam cultivar a paciência e a resignação. Paciência para não se desesperar na dor; resignação para aceitar nossa realidade, para absorver as demandas de nossa natureza instintiva que não quer perder seu reinado. A resignação também nos ajuda a não olhar para trás e a não querer escapar do desconsolo, a concentrar-nos em viver em toda sua profundidade o abismo desolador de nossa ignorância.
A Fé, a Esperança e o Amor são o nosso baluarte. Por mais profundo que seja o abismo, sempre se vislumbra a luz das alturas. Desolação não é desespero. A fé na graça infinita da Divina Mãe, a esperança de liberdade e o amor tolerante que surge da experiência de dor nos
dão a certeza de que o caminho segue para o cume e que, por mais escarpado que seja, se concentrarmos o nosso olhar no rastro luminoso, chegaremos às alturas da beatitude e do Amor.
Contando com a nova descrição da realidade que a meditação sobre A Dama do Véu Negro nos dá, conseguimos localizar-nos em um contexto maior do que aquele dado por nossa problemática individual. Compreendemos que tudo o que acreditávamos saber sobre nós mesmos e sobre a nossa realidade tem que ser revisado. É assim que nos preparamos para explorar as profundidades de nossas almas, tentando desfazer as amarras do instinto e dissipar as trevas da ignorância.
O Abismo é símbolo tanto das profundidades como das alturas. Não se pode discernir a profundidade se não se tem como referência a altura. E este discernimento é a origem da desolação.
É na contraposição entre as profundezas do instinto e as possibilidades de liberação espiritual que geramos a compreensão e a força necessárias para iniciar a longa descida rumo ao desconhecido em nós. A força da desolação, a nostalgia pelo que intuímos ser o nosso destino, faz-nos fixar os olhos em nossas possibilidades de liberação e nos dá a ousadia de manter-nos mergulhados no abismo do não saber e de cortar os laços dos instintos que nos atam à repetição sem fim das mesmas experiências.
A desolação expressa tanto o sentimento de abandono e de perda pelo que acreditávamos ser quanto pelo que sabemos poder conquistar, mas ainda não possuímos. Por um lado, tudo o que acreditávamos ser, tudo o que acreditávamos ter se mostram como os
tumultuosos jogos abismais de nossa ilusão. Por outro lado, a promessa divina de união é somente um rastro luminoso que se perde na distância.
Este é um momento muito delicado em nosso caminho, já que é muito fácil perder-nos nas trevas e esquecer a luz que uma vez vislumbramos. É por isso que os diretores espirituais nos recomendam cultivar a paciência e a resignação. Paciência para não se desesperar na dor; resignação para aceitar nossa realidade, para absorver as demandas de nossa natureza instintiva que não quer perder seu reinado. A resignação também nos ajuda a não olhar para trás e a não querer escapar do desconsolo, a concentrar-nos em viver em toda sua profundidade o abismo desolador de nossa ignorância.
A Fé, a Esperança e o Amor são o nosso baluarte. Por mais profundo que seja o abismo, sempre se vislumbra a luz das alturas. Desolação não é desespero. A fé na graça infinita da Divina Mãe, a esperança de liberdade e o amor tolerante que surge da experiência de dor nos
dão a certeza de que o caminho segue para o cume e que, por mais escarpado que seja, se concentrarmos o nosso olhar no rastro luminoso, chegaremos às alturas da beatitude e do Amor.