Cafh | 2020: Uma missão que nos define

Publicado el 08/03/2026
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Em 2020, a diretora de Cafh, Ana Cristina Flor, aprofunda sua abordagem sobre a Missão de Cafh e sua importância para a definição de Cafh como um caminho de desenvolvimento espiritual.
Ela destaca que, para os membros de Cafh, o desenvolvimento da Mística é a sua razão de ser. Enfatiza que Cafh não é um caminho de autoajuda, nem de assistência social, nem de luta por qualquer direito que necessite ser defendido. Os membros de Cafh não buscam impor um dogma ou uma ideologia.
O Caminho é a Mística do Coração. Unir-nos com todos e com o todo. Esta, sabemos, é a nossa aspiração. Daí a importância de atualizar o que é a mística para cada um, aqui, hoje, na própria vida diária. Sendo importante também atualizar como cada um vive a mística em seu grupo de Cafh, atualizando esta experiência individual e como grupo, para mais além do discurso teórico.
Necessitamos experimentar a mística de uma forma nova, simples, atualizada, arraigada em nossa realidade concreta.
Vivemos tempos tão convulsivos que, hoje, mais do que nunca se torna vigente e necessária a nossa contribuição a partir deste campo.
Um ponto de partida necessário é aceitar a nossa condição humana em toda a sua complexidade, seus matizes, seus vaivéns, sua fragilidade. Não somos seres especiais, somos seres humanos.
Cabe destacar que star em um caminho espiritual não nos faz diferentes nem melhores. Ter tal ou qual Voto tampouco nos faz melhores ou mais desenvolvidos. Partir deste ponto nos permite conectar-nos a todos os seres humanos nessa condição que nos une. Necessitamos enfrentar o desafio de desenvolver o amor, a essência da mística, superando a imagem de nós mesmo em separado do todo, mesmo tendo em conta que nos individuamos em nossa própria formação como pessoas.
Às vezes podemos ter uma ideia romântica sobre a mística. Pensamos que a mística deveria conferir-nos um estado especial, um halo de luminosidade, uma paz imperecedoura, brindar-nos com a aprovação dos outros. Podemos esperar alguma gratificação ou algum poder especial. Talvez alguma vez seja assim, porém na maior parte de nosso tempo, nesta Terra, não é isso o que experimentamos.
Estar em um caminho espiritual não nos faz diferentes nem melhores. Ter tal ou qual Voto tampouco nos faz melhores ou mais desenvolvidos.
Partir daqui nos permite conectar-nos a todos os seres humanos nessa condição que nos une. Como vamos desenvolver o amor – a essência da mística – se nos baseamos em uma imagem de nós mesmos que nos separa por definição?
Às vezes podemos ter uma ideia romântica sobre a mística. Pensamos que a mística deveria conferir-nos um estado especial, um halo de luminosidade, uma paz imperecedoura, brindar-nos com a aprovação dos outros? Esperamos alguma gratificação ou algum poder especial? Talvez alguma vez seja assim, porém na maior parte de nosso tempo, nesta Terra, não é isso o que experimentamos.
A realidade nos interpela o tempo todo, muitas vezes nas vozes das circunstâncias e dos que nos rodeiam. Isto nos abre a porta ao desafio de fazer-nos perguntas livremente, de atrever-nos desmontar o edifício que temos construído para nos dar segurança, de liberar-nos da necessidade de proteger-nos e de saber isto tudo para nos lançar com plena confiança nessa Presença, em nosso coração.
Conectamo-nos com o nosso ser profundo e real – com o Divino em nosso ser – e com os seres humanos – reais e concretos – em nosso comum destino.
Podemos considerar que só o retirar-nos para o nosso interior – e inclusive o retirar-nos exteriormente – permite-nos viver a mística. Isto é necessário, porém é só um aspecto. Necessitamos também equilibrar essa introspecção com o nosso trabalho em nossas ações e condutas, levando a vida que qualquer ser humano vive.
Esse equilíbrio consiste no movimento interior entre estes aparentes extremos; é um fluir de dentro para fora e de fora para dentro.
Nossa mística é uma mística da realidade, uma mística do momento presente. Reflete a nossa relação com nós mesmos e com os outros. Reflete a nossa consciência a respeito do uso dos recursos e o nosso amor por nosso planeta.
Não temamos explorar. Sejamos como investigadores que realizam seus experimentos e em seguida avaliam os resultados para saber se se aproximam de seu objetivo ou se se distanciam dele, corrigindo continuamente o rumo. Sem medo, sem culpa, sem julgamentos.
Exercer nossa liberdade não é uma posição cômoda. Exercer nossa responsabilidade, tampouco.
Sejamos tão autênticos quanto possamos, deixando a comodidade e o conforto para viver uma vida de aprendizagem constante, em contínua evolução.
Ofereçamos esse anseio, esse esforço, essa energia de renovação para toda a Humanidade. Recordemos que as almas predestinadas para Cafh encontram seu caminho através do nosso.