Cafh - A Egoência

Publicado el 14/02/2022
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Em Cafh entendemos que nós, os seres humanos, temos como destino a união com o divino. E nosso caminho rumo a esse destino está marcado pelo que se predestina a partir de nossas escolhas, pelas limitações dos fatores biológicos e hereditários e as possibilidades que ansiamos realizar.
Para sobrepor-nos a estas condições, é indispensável reconhecer-nos a nós mesmos e mudar nossa maneira de ver o mundo e a vida. Esta não é uma tarefa fácil. O caminho em si é simples, mas sua realização nos leva toda a vida. Esta é a forma de desenvolver a egoência.
O desenvolvimento da egoência tem aspectos muito práticos e evidentes. Entre outros relativizar a importância que costumamos dar aos aspectos superficiais e triviais de nossa vida e enfocar as questões fundamentais; pensar sem depender de modismos ou pressões do que dirão; sentir com profundidade sem temor a sermos vulneráveis; pôr a vocação de desenvolvimento acima de tudo, sem medo de perder a aprovação dos que pensam de forma diferente; agir em conformidade com as ideias que professamos, ainda que isto nos cause dificuldades.
É assim que aprendemos a distinguir o fundamental do acessório, as tarefas relevantes da agitação sem sentido, os objetivos coerentes com nosso propósito dos que o negam. Resolvemos as contradições através da clareza de discernimento. Encontramos soluções através do juízo equânime. E adquirimos força para vencer as dificuldades através da reserva e transmutação da energia e da pureza dos sentimentos.
Na medida em que nos fazemos egoentes, enfrentamos de forma efetiva os problemas que afligem todos os seres humanos. Na medida em que concentramos a atenção nos aspectos fundamentais da vida, podemos descobrir as causas dos problemas e colaborar para sua solução com participação efetiva, amor expansivo e trabalho desinteressado.
Quando começamos a nos conhecer e nos assentamos firmemente em nossos valores espirituais, emerge nossa individualidade e também nossa egoência, que se manifesta como expansão de consciência, como participação com toda a humanidade. Esta felicidade interior confere a nossa vida espiritual um valor efetivo porque nos inspira e nos move a realizar ações nobres e desinteressadas.
Através do reconhecimento de nosso ser real e da expansão da consciência, multiplicam-se nossas forças e nossa percepção se abre ao Universo. Já não percebemos como opostos a grandeza da eternidade e a pequenez do ser humano. Em nossa experiência, esses extremos aparentes se unem num estado simples de ser. Nossa perfeita individualidade egoente.