Cafh - Participação Ativa

Publicado el 31/01/2022
| 122 visualizaciones

Como seres humanos, compartilhamos experiências como a incerteza do amanhã; a luta pela sobrevivência; as fragilidades físicas, mentais e emocionais; as circunstâncias materiais; enfim, todos os vaivéns próprios da vida. É comum que associemos participação ativa nos problemas da humanidade com a adesão a projetos que prometem resultados rápidos e mensuráveis.
Porém, que papel desempenha nosso trabalho de desenvolvimento espiritual na solução dos males do mundo?
É evidente que a atividade exterior que tenda a atenuar ou resolver os problemas que afligem a humanidade seja uma forma de participação. Mas, também é evidente que não é qualquer atividade exterior que pode ser entendida como benéfica e eficiente para responder às necessidades humanas.
Podemos participar dos sofrimentos e problemas sociais com nosso espírito de companheirismo e de união fraternal com todos os seres humanos. Também podemos fazê-lo com uma vida simples e dedicada ao desenvolvimento espiritual. Nosso trabalho, por excelência, é realizar em nós mesmos o que queremos ver realizado no mundo, para depois entregá-lo como herança de bem para a humanidade.
Como participamos direta e ativamente em nossa vida diária na solução dos problemas do mundo?
Não é exatamente simples, mas é possível e existe um meio... um método. Para trabalhar para o bem da humanidade, necessitamos expandir nosso estado de consciência.
Se queremos erradicar a indiferença no mundo, esforçamo-nos para desenvolver a compreensão, a compaixão e o senso de compromisso em nossas relações. Assim também é com o egoísmo. Para transmutá-lo em nós, aprendemos a viver ocupando um só lugar, o nosso lugar no mundo, e não dois.
Como aspiramos a que todos os seres humanos tenham o que necessitam, usamos parte de nosso tempo e nossa energia para que nosso trabalho seja efetivo, eficiente e adequado às necessidades sociais. Se queremos participar em obras de bem, procuramos adquirir a capacitação necessária para poder ajudar eficientemente.
Assumir participação ativa nos processos de transformação da sociedade, implica em não nos refugiar no privilégio e em não fugir das dificuldades que afligem a maioria. Queremos estar nas primeiras fileiras da batalha, e não protegidos na retaguarda.
Como queremos um mundo de paz e harmonia, no meio em que vivemos, começamos por praticar a tolerância, a compaixão e a empatia, como plataformas de voo para a Mística do Coração, respeitando aqueles com os quais temos que conviver.