Cafh - A Perspectiva da Egoência

Publicado el 27/06/2022
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Olhemos o amor, a vulnerabilidade, a dor, a força que se encontra potencialmente no nosso coração.
A egoência é centrar-se no próprio coração, na própria essência do nosso ser. Não é fechar-nos em nós mesmos de um modo egoísta. Quando nos identificamos com esse centro interior encontramos nossa conexão com o universo. A partir daí podemos amar, a partir daí podemos sentir-nos unidos aos nossos semelhantes, porque nesse centro descobrimos isto: quão semelhantes somos. Compartilhamos a mesma essência, a mesma irmandade.
Enquanto nos identificamos com a superfície de nosso ser e de nossa vida, nos sentimos separados e sozinhos. Essa solidão é um abismo que nada nem ninguém pode preencher, ainda que momentaneamente nos iludamos buscando afetos, esperando que nos amem.
A egoência do ser é o passo seguinte na evolução da humanidade. Não importa quanto tempo demoremos para chegar lá. Para lá nos dirigimos.
A egoência é amor, é dor, é vulnerabilidade, é força inabalável.
A felicidade que nosso mundo nos vende é uma quimera. Enquanto vamos atrás desse sonho, cada vez mais sentimos o vazio em nosso ser. A nossa aspiração é muito mais transcendente do que sermos felizes. Nossa aspiração é viver a grandeza de nosso ser fazendo-nos infinitamente pequenos por amor à humanidade. O nosso anseio não nos centra no nosso próprio benefício, no nosso bem-estar, em nossa comodidade, mas em uma oferenda generosa de nós mesmos, que seja uma resposta genuína a inconsciência e a dor que sofrem milhões de seres humanos.
Só vivendo em harmonia com a Lei da Renúncia podemos fazer real a egoência em nós. Só assim podemos descobrir a nossa missão neste mundo. Não há amor sem dor, alegria sem tristeza, fortaleza sem debilidade. Abracemos intimamente, profundamente, a vida tal como é. Isso é a Renúncia. E abramos assim a Porta Sagrada do nosso Coração, que é o Caminho para o coração de todos os seres humanos.