As ideias feitas que temos acerca da realidade, os preconceitos e o senso de ridículo às vezes inconsciente, que produz em nós o tratar de conectar-nos com nossa imaginação, são travas que necessitamos superar se quisermos fazer exercícios de meditação.
Além de aceitar que nossos conhecimentos e esquemas mentais necessitam estar sujeitos à mudança e de pôr em prática esta compreensão sendo amplos e abertos, necessitamos desenvolver a imaginação.
Por um lado, é importante que mantenhamos clara a distinção entre a realidade e o produto de nossa imaginação; por outro, também é importante que não percamos o caudal criativo e expansivo que uma imaginação rica e cultivada nos oferece. Para a criança, por exemplo, distinguir entre a realidade e o produto de sua imaginação, implica um processo complexo de amadurecimento. Às vezes este processo se faz à custa de relegar a imaginação como algo sem valor prático. Pagamos esta perda durante toda a vida sofrendo os efeitos de uma imaginação truncada.
Os objetos criados pela imaginação da criança são tão reais para ela como as coisas materiais que a rodeiam. Ao não ter uma ideia formada acerca do concreto e do imaginário, vive como real tudo o que está em sua mente. E sua imaginação existe. Existem suas figuras, seus diálogos internos e seus significados. Não há travas que se interponham entre ela e o que imagina. É isto o que temos que resgatar e aplicar como técnica para alcançar a Meditação Discursiva. O trabalho de nossa mente a este respeito consiste em aprender a transcender os limites impostos por nossa ideia de crer que já conhecemos toda a realidade, que não existe nada fora do mundo que cremos conhecer. A técnica do exercício nos mantém dentro de parâmetros lógicos, mas, ao mesmo tempo, dá rédeas soltas a nossa capacidade de imaginar e excursionar no que ainda não conhecemos.
No exercício da Meditação aprendemos a utilizar o extraordinário potencial da imaginação, o que é muito diferente de fantasiar. A fantasia é um divagar através de lembranças e associações ou idealizar coisas reais. O exercício da Meditação não usa a fantasia, mas, a imaginação; isto é, a faculdade de nossa mente de representar as imagens de coisas reais e também das ideais. Por isso, a meditação é, para nós, uma porta que se abre para o desconhecido, uma ponte para nosso inconsciente, um convite para perceber além das convenções. Não esqueçamos que a grande maioria dos adiantamentos cultural é o fruto da imaginação criadora, da capacidade da mente de representar o real e o ideal.
Esta distinção entre fantasia e imaginação é fundamental. No trabalho da imaginação não há confusão nem idealização; é abrir-nos ao que não conhecemos. Quanto mais imaginativo e criativo é o ser humano, mais forte seu desafio aos esquemas conceituais aceitos por costume.
A imaginação nos permite renovar o significado do passado, vendo-o à luz de nosso estado de consciência atual; permite-nos criar um futuro possível, antecipar-nos a situações, elaborar soluções e muitas outras coisas mais que são impossíveis realizar no mundo concreto exterior sem antes imaginá-las. A solução de problemas, o avanço científico, a arte, todas as atividades humanas criativas têm sua base na imaginação.
No entanto, o cultivo da imaginação ainda tem pouca relevância na educação escolar comum. Faz-se pé firme no desenvolvimento do pensamento linear, lógico e prático. Suprimos esta carência educativa instintivamente, por uma necessidade de nosso funcionamento cerebral e nervoso, usando a imaginação como um meio para processar informação assim como também para usá-la e aplicá-la. Mas, se quisermos levar vantagem de todo o nosso potencial interior, necessitamos cultivar a imaginação de forma deliberada.
Imaginar implica desenvolver pensamentos que têm qualidades olfativas, visuais, tácteis, afetivas, sem necessidade de experimentar estímulos externos para desenvolvê-los. É assim que a imaginação relaciona as emoções, os pensamentos e a fisiologia, e encontra para eles uma linguagem comum.
Estudos científicos provam que enfocar a imaginação de determinadas maneiras, pode ajudar-nos a desenvolver experiências de paz, de força, de bem-estar. O oposto também é fácil de comprovar: uma imaginação exacerbada por conflitos internos, pode fazer-nos ver perigos onde não existem, sentir insegurança ainda que nossa capacidade seja ótima ou sentir mágoa ainda que não haja motivos exteriores que a provoquem.
Por tudo isto, é indispensável que aprendamos a manejar com proveito o caudal afetivo-intelectual que nossa imaginação nos proporciona.
Como a imaginação é um recurso com que podemos contar para mudar nossas atitudes e estados de ânimo, é importante exercitá-la, tanto na meditação como ao longo do dia.
Além de aceitar que nossos conhecimentos e esquemas mentais necessitam estar sujeitos à mudança e de pôr em prática esta compreensão sendo amplos e abertos, necessitamos desenvolver a imaginação.
Por um lado, é importante que mantenhamos clara a distinção entre a realidade e o produto de nossa imaginação; por outro, também é importante que não percamos o caudal criativo e expansivo que uma imaginação rica e cultivada nos oferece. Para a criança, por exemplo, distinguir entre a realidade e o produto de sua imaginação, implica um processo complexo de amadurecimento. Às vezes este processo se faz à custa de relegar a imaginação como algo sem valor prático. Pagamos esta perda durante toda a vida sofrendo os efeitos de uma imaginação truncada.
Os objetos criados pela imaginação da criança são tão reais para ela como as coisas materiais que a rodeiam. Ao não ter uma ideia formada acerca do concreto e do imaginário, vive como real tudo o que está em sua mente. E sua imaginação existe. Existem suas figuras, seus diálogos internos e seus significados. Não há travas que se interponham entre ela e o que imagina. É isto o que temos que resgatar e aplicar como técnica para alcançar a Meditação Discursiva. O trabalho de nossa mente a este respeito consiste em aprender a transcender os limites impostos por nossa ideia de crer que já conhecemos toda a realidade, que não existe nada fora do mundo que cremos conhecer. A técnica do exercício nos mantém dentro de parâmetros lógicos, mas, ao mesmo tempo, dá rédeas soltas a nossa capacidade de imaginar e excursionar no que ainda não conhecemos.
No exercício da Meditação aprendemos a utilizar o extraordinário potencial da imaginação, o que é muito diferente de fantasiar. A fantasia é um divagar através de lembranças e associações ou idealizar coisas reais. O exercício da Meditação não usa a fantasia, mas, a imaginação; isto é, a faculdade de nossa mente de representar as imagens de coisas reais e também das ideais. Por isso, a meditação é, para nós, uma porta que se abre para o desconhecido, uma ponte para nosso inconsciente, um convite para perceber além das convenções. Não esqueçamos que a grande maioria dos adiantamentos cultural é o fruto da imaginação criadora, da capacidade da mente de representar o real e o ideal.
Esta distinção entre fantasia e imaginação é fundamental. No trabalho da imaginação não há confusão nem idealização; é abrir-nos ao que não conhecemos. Quanto mais imaginativo e criativo é o ser humano, mais forte seu desafio aos esquemas conceituais aceitos por costume.
A imaginação nos permite renovar o significado do passado, vendo-o à luz de nosso estado de consciência atual; permite-nos criar um futuro possível, antecipar-nos a situações, elaborar soluções e muitas outras coisas mais que são impossíveis realizar no mundo concreto exterior sem antes imaginá-las. A solução de problemas, o avanço científico, a arte, todas as atividades humanas criativas têm sua base na imaginação.
No entanto, o cultivo da imaginação ainda tem pouca relevância na educação escolar comum. Faz-se pé firme no desenvolvimento do pensamento linear, lógico e prático. Suprimos esta carência educativa instintivamente, por uma necessidade de nosso funcionamento cerebral e nervoso, usando a imaginação como um meio para processar informação assim como também para usá-la e aplicá-la. Mas, se quisermos levar vantagem de todo o nosso potencial interior, necessitamos cultivar a imaginação de forma deliberada.
Imaginar implica desenvolver pensamentos que têm qualidades olfativas, visuais, tácteis, afetivas, sem necessidade de experimentar estímulos externos para desenvolvê-los. É assim que a imaginação relaciona as emoções, os pensamentos e a fisiologia, e encontra para eles uma linguagem comum.
Estudos científicos provam que enfocar a imaginação de determinadas maneiras, pode ajudar-nos a desenvolver experiências de paz, de força, de bem-estar. O oposto também é fácil de comprovar: uma imaginação exacerbada por conflitos internos, pode fazer-nos ver perigos onde não existem, sentir insegurança ainda que nossa capacidade seja ótima ou sentir mágoa ainda que não haja motivos exteriores que a provoquem.
Por tudo isto, é indispensável que aprendamos a manejar com proveito o caudal afetivo-intelectual que nossa imaginação nos proporciona.
Como a imaginação é um recurso com que podemos contar para mudar nossas atitudes e estados de ânimo, é importante exercitá-la, tanto na meditação como ao longo do dia.


