O primeiro exercício ascético do dia tem lugar ao despertar pela manhã, e consiste na forma de despertar. Sendo uma das finalidades dos exercícios ascéticos, o despertar a consciência, é lógico que pratiquemos o ato de despertar do sono como um exercício. É bom sacudir rapidamente a preguiça da mente e do corpo e pô-los em condições de trabalhar conscientemente. Nosso corpo e nossa mente necessitam descanso; mas dormir mais do que o necessário, tratar de escapar do estresse através do sono ou estar sonolentos uma vez que nos tenhamos levantado, é contraproducente.
Devido a nossas ocupações, só em determinados momentos do dia podemos fazer os exercícios de meditação propriamente ditos. Para manter a consciência alcançada durante essas práticas, é bom que durante as horas de trabalho e de recreação façamos pequenos exercícios de detenção. Estas breves tomadas de consciência nos permitem informar-nos acerca de como estamos atuando, sentindo e pensando, dão-nos assunto para levar à meditação e, além disso, ajudam-nos a relaxar-nos e a aliviar nossas tensões.
Não vemos as coisas como são, mas como elas nos impressionam, e ao conjunto dessas impressões chamamos “a realidade”. A impressão que recebemos depende do filtro inteligente do qual nossa mente se vale para organizar e discriminar a informação que recebe. Este filtro é o produto da educação, da história pessoal e familiar, do estado de ânimo, do grau de inteligência, da circunstância, do momento histórico que nos cabe viver e do grupo social e étnico a que pertencemos, entre outros. Se a tudo isto acrescentarmos o sonho da fantasia e da divagação, é muito provável que usemos essas impressões para fortalecer, tanto nossa subjetividade como nossa tendência a justificar nossa postura ante a vida.
Ao atender conscientemente os pequenos fatos da vida cotidiana através dos momentos de detenção, ao receber e aceitar retroalimentação, pouco a pouco aprendemos a controlar nossa subjetividade e nos acostumamos a escutar, a observar e a compreender o entorno e nossa situação dentro dele. Trabalhar sobre o que percebemos é também uma forma de meditação, e consiste em viver aprendendo, desvelando as mensagens que a vida nos oferece.
A consciência que nos dá discernimento não depende de fatos extraordinários, mas de como experimentamos e entendemos os fatos comuns da vida diária, e de quais pensamentos e sentimentos cultivamos habitualmente.
Dentro de nossas vidas trabalhosas muitas vezes não encontramos tempo para meditar. No entanto, o tempo cronológico é uma medida padrão para todos. Todos dispomos de vinte e quatro horas por dia. O uso que fazemos desse tempo depende de quais prioridades estabelecemos para organizar as atividades diárias, da capacidade e vontade que colocamos para refletir sobre o que vivemos, de nossa capacidade para concentrar-nos, de nossos hábitos e de nossas preferências. É por isso que sempre temos tempo para o que os hábitos, o costume e os desejos nos ditam. Para tudo o mais, necessitamos encontrar tempo e reorganizar nossas prioridades. Se tivermos tempo para a ação, como pode faltar- nos tempo para pensar por que e para que atuar? Se quisermos desenvolver-nos temos que começar por dedicar um tempo do dia para tomar consciência.
Assim como antes de iniciar um trabalho pensamos no que vamos fazer, como vamos fazer e, depois de terminado, avaliamos o resultado, ao começar o dia, meditamos para refletir sobre como vamos vivê-lo, e, ao terminá-lo, fazemos o exame retrospectivo do que vivemos.
Ao falar dos exercícios ascético-místicos dentro do contexto de um caminho de desenvolvimento, partimos de uma suposição lógica: a pessoa que deseja conhecê-los quer praticá-los. Por isso, insistir na necessidade da prática parece um paradoxo, especialmente se se tratar do exercício da meditação. No entanto, devido ao tipo de educação que recebemos, aos hábitos de vida que trazemos ao ingressar no Caminho e à trabalheira que a sociedade moderna nos impõe, é necessário que nos introduzamos gradualmente em nosso mundo interior e no hábito da oração.
O exercício da meditação nos ajuda nesse propósito. Quando dizemos que se deve meditar, estamos dizendo que para desenvolver-nos necessitamos viver deliberadamente, entender como nossa mente funciona, identificar nossos preconceitos e aprender a receber retroalimentação. Isto é, necessitamos treinar nossa mente para que atue como ferramenta de desenvolvimento.
Devido a nossas ocupações, só em determinados momentos do dia podemos fazer os exercícios de meditação propriamente ditos. Para manter a consciência alcançada durante essas práticas, é bom que durante as horas de trabalho e de recreação façamos pequenos exercícios de detenção. Estas breves tomadas de consciência nos permitem informar-nos acerca de como estamos atuando, sentindo e pensando, dão-nos assunto para levar à meditação e, além disso, ajudam-nos a relaxar-nos e a aliviar nossas tensões.
Não vemos as coisas como são, mas como elas nos impressionam, e ao conjunto dessas impressões chamamos “a realidade”. A impressão que recebemos depende do filtro inteligente do qual nossa mente se vale para organizar e discriminar a informação que recebe. Este filtro é o produto da educação, da história pessoal e familiar, do estado de ânimo, do grau de inteligência, da circunstância, do momento histórico que nos cabe viver e do grupo social e étnico a que pertencemos, entre outros. Se a tudo isto acrescentarmos o sonho da fantasia e da divagação, é muito provável que usemos essas impressões para fortalecer, tanto nossa subjetividade como nossa tendência a justificar nossa postura ante a vida.
Ao atender conscientemente os pequenos fatos da vida cotidiana através dos momentos de detenção, ao receber e aceitar retroalimentação, pouco a pouco aprendemos a controlar nossa subjetividade e nos acostumamos a escutar, a observar e a compreender o entorno e nossa situação dentro dele. Trabalhar sobre o que percebemos é também uma forma de meditação, e consiste em viver aprendendo, desvelando as mensagens que a vida nos oferece.
A consciência que nos dá discernimento não depende de fatos extraordinários, mas de como experimentamos e entendemos os fatos comuns da vida diária, e de quais pensamentos e sentimentos cultivamos habitualmente.
Dentro de nossas vidas trabalhosas muitas vezes não encontramos tempo para meditar. No entanto, o tempo cronológico é uma medida padrão para todos. Todos dispomos de vinte e quatro horas por dia. O uso que fazemos desse tempo depende de quais prioridades estabelecemos para organizar as atividades diárias, da capacidade e vontade que colocamos para refletir sobre o que vivemos, de nossa capacidade para concentrar-nos, de nossos hábitos e de nossas preferências. É por isso que sempre temos tempo para o que os hábitos, o costume e os desejos nos ditam. Para tudo o mais, necessitamos encontrar tempo e reorganizar nossas prioridades. Se tivermos tempo para a ação, como pode faltar- nos tempo para pensar por que e para que atuar? Se quisermos desenvolver-nos temos que começar por dedicar um tempo do dia para tomar consciência.
Assim como antes de iniciar um trabalho pensamos no que vamos fazer, como vamos fazer e, depois de terminado, avaliamos o resultado, ao começar o dia, meditamos para refletir sobre como vamos vivê-lo, e, ao terminá-lo, fazemos o exame retrospectivo do que vivemos.
Ao falar dos exercícios ascético-místicos dentro do contexto de um caminho de desenvolvimento, partimos de uma suposição lógica: a pessoa que deseja conhecê-los quer praticá-los. Por isso, insistir na necessidade da prática parece um paradoxo, especialmente se se tratar do exercício da meditação. No entanto, devido ao tipo de educação que recebemos, aos hábitos de vida que trazemos ao ingressar no Caminho e à trabalheira que a sociedade moderna nos impõe, é necessário que nos introduzamos gradualmente em nosso mundo interior e no hábito da oração.
O exercício da meditação nos ajuda nesse propósito. Quando dizemos que se deve meditar, estamos dizendo que para desenvolver-nos necessitamos viver deliberadamente, entender como nossa mente funciona, identificar nossos preconceitos e aprender a receber retroalimentação. Isto é, necessitamos treinar nossa mente para que atue como ferramenta de desenvolvimento.


