Cafh | Por que nos preparamos para nossa missão?

Publicado el 29/03/2026
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Dizemos que estamos nos preparando para uma Missão, que, na realidade, quando ingressamos em Cafh não nos propusemos deliberadamente, de antemão, a cumpri-la. Tampouco estamos em Cafh para cumprir uma missão de maneira pessoal, somente para encontrar o sentido de nossa vida, e estar bem e ser felizes. Na realidade, ingressamos em Cafh também porque temos algo para dar, e com o tempo é que vamos descobrindo que há uma correspondência entre o sentido de nossa vida e essa missão. É como se fossem a mesma coisa, poderíamos assim dizer. Ou seja, levar adiante isto que Cafh propõe é o nosso sentido de vida, ainda que originalmente não o tenhamos, dito assim, sabido disto desde o princípio.
Então nos perguntávamos por que temos que nos preparar para a Missão, ou seja, que estávamos fazendo, ou se a Missão mudou, ou seja, bom, na realidade é certo que há 89 anos que vimos desenvolvendo esta missão, vimos tentando, esforçando-nos para cumprir a Missão de Cafh. E com certeza – por outro lado - a missão é a mesma.
Então, como dizíamos, não é que tenhamos trocado a missão, nem que não estávamos cumprindo a missão e agora a temos que começar a cumpri-la, mas sim que o que está acontecendo é que aquilo que está mudando de uma maneira muito profunda é o mundo.
Estamos numa mudança muito forte no que chamamos, ou poderíamos chamar, de um período de transição, ao que temos chamado de mudança de paradigma. A frase “mudança de paradigma” pode soar como muito desgastada, inclusive como uma espécie de slogan da Nova Era, mas, na verdade, não é um lugar comum.
O que estamos vivendo é uma realidade tremendamente forte e cambiante, onde tudo está se movendo a uma grande velocidade e onde, seguramente, nossos alicerces estão se abalando. Isto é o novo. Ou seja, a missão é a mesma, mas há uma realidade que é diferente, e é para ela que temos que nos preparar para cumprir a missão de Cafh, nesta realidade que tem mudado tão aceleradamente. Como nos damos conta de que nossos alicerces estão se abalando, como dizíamos recentemente, no contexto geral?
Estamos vivendo situações que realmente são difíceis de entender. Por exemplo, a primeira e mais recente é a pandemia, uma situação que, embora tenha havido outras pandemias no passado, o que tem acontecido nesta ocasião é algo sem precedentes no mundo, num grau massivo, nas medidas que foram tomadas, enfim, uma série de coisas que fazem com que este momento, particularmente, seja uma coisa nova. Uma situação que era desconhecida e que ainda é desconhecida.
Outro aspecto deste entorno em que estamos nos movendo, por exemplo, são as mudanças climáticas, que também soa como uma frase da moda ou típica de alguns grupos, mas nós as estamos sofrendo em nossa própria carne. Não apenas nós, mas em todas as partes.
No hemisfério norte houve umas nevadas como nunca as haviam tido. Um calor que tampouco é normal. Não é uma coisa descrita em livros ou em revistas e alguém nos fala disto. É algo que estamos vivendo. Estamos em meio a este processo.
E o último aspecto para mencionar, entre muitos que poderia, tem a ver com o poder da tecnologia. O poder da tecnologia tem modificado nossa vida de maneiras muito profundas. E promete continuar modificando-as ainda muito mais. Não sei se já escutaram que agora se fala do metaverso. Como não podemos sair de casa, então estão inventando o metaverso para que as pessoas vivam numa realidade que não é material.
Isto sem abordar as coisas que se pode fazer com a engenharia biológica. Isso já é uma coisa da qual nem nos damos conta, nem sabemos em que profundidade se pode alterar as condições genéticas e de vida de qualquer espécie, inclusive a nossa. E também há outros conceitos que estão circulando, como o tema dos blockchains e das criptomoedas, e todas essas coisas que realmente apenas sabemos os nomes. Estamos nesse mundo tão complexo, difícil para nós entendê-lo.
Além disso, e devo dizer que menciono isto no nível global, porque este é o mundo em que estamos. Os meios de informação em massa, as redes, como estão tão tendenciosos por interesses que também desconhecemos, é muito difícil entender, é muito difícil saber o que é e o que não é verdadeiro. Como sabemos, estamos na era da pós-verdade e das fake news.
Então, nem sequer lendo, buscando se informar, é fácil saber. É como se houvesse uma nebulosa sobre esta situação em que nos encontramos. E dentro disto que acabo de descrever está vigente, com certeza, totalmente, a Missão de Cafh que, como diz nossa ensinança, é desenvolver a Mística do Coração e transmitir a Mensagem da Renúncia. Esta seria uma forma de expressá-la. Também temos escutado que nos cabe desenvolver uma parte da mística do ser humano do futuro.
Bem, e como vamos fazê-lo?
Esta é uma frase de Dom Santiago: Desenvolvendo em si mesmo a vida interior – esta é a nossa missão, a de Cafh: Desenvolvendo em si mesmo a vida interior, praticando a Ascese da Renúncia e vivendo a Mística do Coração. Isto continua vigente como a Missão de Cafh.