Enquanto desenvolvemos o hábito de orar, poderemos encontrar algumas dificuldades, sobretudo em relação aos exercícios de meditação. Se temos uma personalidade acentuadamente extrovertida, custar-nos-á um pouco estar a sós, em silêncio com nós mesmos, mas não nos será difícil encontrar palavras para expressar-nos na oração.
Se tivermos uma personalidade acentuadamente introspectiva, será mais fácil sentar-nos para orar e estar a sós, mas talvez encontremos dificuldades em expressar-nos. Além disso, o temor ao ridículo mesmo quando estamos a sós, a timidez, a falta de experiência no trabalho introspectivo, a hiperatividade mental ou física também podem ser dificuldades que encontramos ao procurar adquirir o hábito de orar.
O primeiro passo para conhecer as nossas dificuldades na oração é nos dispormos a orar. Encontrar um tempo e um espaço para nos recolher, para estar em silêncio, para praticar os exercícios. O segundo passo é perseverar nos exercícios de oração. Dificilmente poderemos saber o que nos acontecerá quando fizermos algo, se não o fizermos e se não observarmos o que nos acontece e como nos acontece quando o fazemos. O terceiro passo é levar o resultado destas experiências à direção espiritual, para receber orientação sobre a técnica dos exercícios.
Uma dificuldade mais profunda do que as anteriores e que se apresenta geralmente após um tempo de prática dos exercícios de meditação, provém de nossas expectativas.
Se esperarmos que a oração nos transforme de um dia para outro ou que altere magicamente as circunstâncias em que vivemos, com certeza vamos nos desanimar e não vamos ser constantes, na prática. Por outro lado, se o exercício não estiver genuinamente relacionado com o que nos acontece, mais cedo ou mais tarde vamos nos sentir aborrecidos, ou perturbados, ou vamos pensar que o exercício é irrelevante em nossas vidas.
Se quando meditamos criamos uma imagem ideal de nós mesmos, um protótipo de perfeição ou de imperfeição, poderia ser que caíssemos no tédio, fazendo um exercício que não se relaciona com nada do que nos acontece.
Poderia ocorrer que não encontrássemos temas para meditar, pois ao não se referir o exercício à própria vida, logo se acabaria o material para reflexão e se começaria a repetir e a estereotipar os temas. Também poderia acontecer que o exercício produzisse uma fachada que deslocasse ainda mais profundamente o centro de nosso conflito interior.
Poderíamos ter a falsa ideia de que estaríamos enfrentando nossas dificuldades e superando-as quando, na realidade, nós as estaríamos ignorando ou reprimindo. Por exemplo, poderíamos meditar a partir de um ponto de vista ideal sobre o egoísmo humano e aborrecê-lo, sem que por isso chegássemos a tocar a superfície de nosso próprio egoísmo e nem as suas consequências em nossa vida e na vida dos que nos rodeiam.
É por isso que, embora dominar a técnica dos exercícios seja indispensável, também é indispensável que desenvolvamos a capacidade de ser sinceros com nós mesmos, de reconhecer a nossa própria inferioridade e de ter a valentia de enfrentar as nossas dificuldades.
Outras situações que costumam dificultar os exercícios são a exagerada verbosidade que nos faz perder de vista a essência do que queremos expressar, a pobreza de palavras que limitam o nosso pensamento, a falta de capacidade de abstração para representar mentalmente situações e poder analisá-las.
Todas estas dificuldades são remediáveis se perseverarmos nos exercícios e se buscarmos a orientação adequada para identificá-las e trabalhar sobre elas. O importante é que nos comprometamos a trabalhar com sinceridade sobre nós mesmos.
Se tivermos uma personalidade acentuadamente introspectiva, será mais fácil sentar-nos para orar e estar a sós, mas talvez encontremos dificuldades em expressar-nos. Além disso, o temor ao ridículo mesmo quando estamos a sós, a timidez, a falta de experiência no trabalho introspectivo, a hiperatividade mental ou física também podem ser dificuldades que encontramos ao procurar adquirir o hábito de orar.
O primeiro passo para conhecer as nossas dificuldades na oração é nos dispormos a orar. Encontrar um tempo e um espaço para nos recolher, para estar em silêncio, para praticar os exercícios. O segundo passo é perseverar nos exercícios de oração. Dificilmente poderemos saber o que nos acontecerá quando fizermos algo, se não o fizermos e se não observarmos o que nos acontece e como nos acontece quando o fazemos. O terceiro passo é levar o resultado destas experiências à direção espiritual, para receber orientação sobre a técnica dos exercícios.
Uma dificuldade mais profunda do que as anteriores e que se apresenta geralmente após um tempo de prática dos exercícios de meditação, provém de nossas expectativas.
Se esperarmos que a oração nos transforme de um dia para outro ou que altere magicamente as circunstâncias em que vivemos, com certeza vamos nos desanimar e não vamos ser constantes, na prática. Por outro lado, se o exercício não estiver genuinamente relacionado com o que nos acontece, mais cedo ou mais tarde vamos nos sentir aborrecidos, ou perturbados, ou vamos pensar que o exercício é irrelevante em nossas vidas.
Se quando meditamos criamos uma imagem ideal de nós mesmos, um protótipo de perfeição ou de imperfeição, poderia ser que caíssemos no tédio, fazendo um exercício que não se relaciona com nada do que nos acontece.
Poderia ocorrer que não encontrássemos temas para meditar, pois ao não se referir o exercício à própria vida, logo se acabaria o material para reflexão e se começaria a repetir e a estereotipar os temas. Também poderia acontecer que o exercício produzisse uma fachada que deslocasse ainda mais profundamente o centro de nosso conflito interior.
Poderíamos ter a falsa ideia de que estaríamos enfrentando nossas dificuldades e superando-as quando, na realidade, nós as estaríamos ignorando ou reprimindo. Por exemplo, poderíamos meditar a partir de um ponto de vista ideal sobre o egoísmo humano e aborrecê-lo, sem que por isso chegássemos a tocar a superfície de nosso próprio egoísmo e nem as suas consequências em nossa vida e na vida dos que nos rodeiam.
É por isso que, embora dominar a técnica dos exercícios seja indispensável, também é indispensável que desenvolvamos a capacidade de ser sinceros com nós mesmos, de reconhecer a nossa própria inferioridade e de ter a valentia de enfrentar as nossas dificuldades.
Outras situações que costumam dificultar os exercícios são a exagerada verbosidade que nos faz perder de vista a essência do que queremos expressar, a pobreza de palavras que limitam o nosso pensamento, a falta de capacidade de abstração para representar mentalmente situações e poder analisá-las.
Todas estas dificuldades são remediáveis se perseverarmos nos exercícios e se buscarmos a orientação adequada para identificá-las e trabalhar sobre elas. O importante é que nos comprometamos a trabalhar com sinceridade sobre nós mesmos.