Em todo grupo humano aparecem sempre diversos papéis. Os papéis podem ser explícitos ou espontâneos; inclusive podem ser inconscientes.
Embora existam muitos papéis, olhemos agora para o papel da liderança.
Em Cafh consideramos a liderança, seja qual for o âmbito em que esteja presente, como um papel de serviço.
É evidente que a liderança de hoje não está focada nos líderes carismáticos que tudo sabem, que têm as respostas corretas e que podem ter uma visão do futuro a médio e a longo prazo.
Há uma boa quantidade de pensadores atuais, como historiadores, filósofos, ecólogos e cientistas, que nos dizem que cada vez é mais difícil prever o futuro no qual viveremos daqui a poucos anos. Tal é a velocidade e a complexidade das mudanças. Basta a situação atual do COVID-19 como exemplo. No paradigma paternalista, o líder era alguém que decidia de maneira unilateral e agia como uma espécie de árbitro para resolver as diferenças.
Tudo indica que a nova liderança deva se apoiar mais na construção conjunta do que em seguir as ideias de alguém. Não há dúvidas de que a nova liderança começa com a capacidade de escutar e continua com a capacidade de trabalhar em equipe e de aprender continuamente.
Em muitos aspectos, o modo de exercer a liderança está mudando. Além de nos comprometer com o serviço e a escuta, a liderança está se orientando para um papel facilitador e coordenador, onde há um equilíbrio nessa ida e volta da informação. Dessa forma, o líder guia e cria as condições para que os indivíduos e os grupos sejam os protagonistas de seus próprios processos, de sua própria aprendizagem. Permite que indivíduos e grupos assumam e exerçam a sua liberdade e a sua responsabilidade.
O líder oferece sua experiência e conhecimento, mas não tem o dever de ter todas as respostas. É por isso que o diálogo e o intercâmbio são muito importantes. Ao não oferecer respostas e soluções unilaterais, e facilitar que todas as expressões da diversidade se manifestem, cria o espaço e os meios para emergir e se construir a sabedoria coletiva.
Este paradigma implica, sem dúvida, abrir-se ao desconhecido. O desconhecido está em cada instante de nossa vida, ali estão nossas possibilidades. Como disse o nosso Fundador, o desconhecido é sempre Deus mesmo.
Na história da humanidade, observou-se, em tempos de mudanças profundas, uma marcada tendência a cair nos extremos, num movimento pendular que implica uma reação à ordem anterior, o que é equivalente a
seguir no mesmo nível dos opostos de um modo reativo, em vez de transcender para uma ordem superior.
O movimento pendular implica deslocar-se para o outro extremo do espectro, rechaçando todo o anterior. Este movimento descarta a experiência, a construção sobre as aprendizagens adquiridas e a integração dessas aprendizagens em um modelo superador, reproduzindo inconscientemente os mesmos padrões que critica, pois segue no mesmo estado de consciência.
Este movimento pendular pode levar-nos a contrapor alguns aspectos. Por exemplo: rigidez versus permissividade, hierarquia versus horizontalidade, liderança versus ausência de liderança.
Mas a realização da Ideia Mãe implica a integração dos valores humanos e divinos, o que poderia interpretar-se como a harmonia dos opostos, uma busca de um equilíbrio dinâmico. É nossa tarefa integrar o nosso legado e a experiência e aprendizagem que fizemos até agora com uma perspectiva atualizada do momento em que vivemos.
Com a lente deste novo paradigma, podemos observar que cada um desses âmbitos tem diferentes funções e necessidades que mantêm o corpo vivo e sadio. Se ordenam organicamente como círculos dentro de outros círculos, ou células dentro de tecidos e dentro de órgãos. Cada parte tem uma certa autonomia para cumprir com sua função e, por sua vez, é interdependente do conjunto ao qual pertence, para que o sistema, como um todo, cumpra o seu propósito.
Responder a um maior nível de complexidade requer também uma mudança nas formas de liderança. Diante do estilo autoritário ou paternalista que dominou no paradigma moderno, nos dirigimos para um enfoque de liderança no qual se revela a necessidade de escutar, integrar olhares, construir conhecimento e significado, ajudar a que emerja a sabedoria coletiva.
No individual e no grupal também temos desafios. Precisamos gerar em cada um de nós as habilidades para habitar neste novo paradigma mais orgânico e integrado ao todo. Embora a natureza funcione organicamente, nas relações humanas não é tão automático, devido ao nosso livre-arbítrio.
Parece evidente que ainda estamos numa fase inicial da experiência de aprender a trabalhar em grupo, a dialogar de maneira profunda e sincera, a trabalhar sobre as tensões e conflitos. É essencial desenvolver essas habilidades para avançar nesta época.
Embora existam muitos papéis, olhemos agora para o papel da liderança.
Em Cafh consideramos a liderança, seja qual for o âmbito em que esteja presente, como um papel de serviço.
É evidente que a liderança de hoje não está focada nos líderes carismáticos que tudo sabem, que têm as respostas corretas e que podem ter uma visão do futuro a médio e a longo prazo.
Há uma boa quantidade de pensadores atuais, como historiadores, filósofos, ecólogos e cientistas, que nos dizem que cada vez é mais difícil prever o futuro no qual viveremos daqui a poucos anos. Tal é a velocidade e a complexidade das mudanças. Basta a situação atual do COVID-19 como exemplo. No paradigma paternalista, o líder era alguém que decidia de maneira unilateral e agia como uma espécie de árbitro para resolver as diferenças.
Tudo indica que a nova liderança deva se apoiar mais na construção conjunta do que em seguir as ideias de alguém. Não há dúvidas de que a nova liderança começa com a capacidade de escutar e continua com a capacidade de trabalhar em equipe e de aprender continuamente.
Em muitos aspectos, o modo de exercer a liderança está mudando. Além de nos comprometer com o serviço e a escuta, a liderança está se orientando para um papel facilitador e coordenador, onde há um equilíbrio nessa ida e volta da informação. Dessa forma, o líder guia e cria as condições para que os indivíduos e os grupos sejam os protagonistas de seus próprios processos, de sua própria aprendizagem. Permite que indivíduos e grupos assumam e exerçam a sua liberdade e a sua responsabilidade.
O líder oferece sua experiência e conhecimento, mas não tem o dever de ter todas as respostas. É por isso que o diálogo e o intercâmbio são muito importantes. Ao não oferecer respostas e soluções unilaterais, e facilitar que todas as expressões da diversidade se manifestem, cria o espaço e os meios para emergir e se construir a sabedoria coletiva.
Este paradigma implica, sem dúvida, abrir-se ao desconhecido. O desconhecido está em cada instante de nossa vida, ali estão nossas possibilidades. Como disse o nosso Fundador, o desconhecido é sempre Deus mesmo.
Na história da humanidade, observou-se, em tempos de mudanças profundas, uma marcada tendência a cair nos extremos, num movimento pendular que implica uma reação à ordem anterior, o que é equivalente a
seguir no mesmo nível dos opostos de um modo reativo, em vez de transcender para uma ordem superior.
O movimento pendular implica deslocar-se para o outro extremo do espectro, rechaçando todo o anterior. Este movimento descarta a experiência, a construção sobre as aprendizagens adquiridas e a integração dessas aprendizagens em um modelo superador, reproduzindo inconscientemente os mesmos padrões que critica, pois segue no mesmo estado de consciência.
Este movimento pendular pode levar-nos a contrapor alguns aspectos. Por exemplo: rigidez versus permissividade, hierarquia versus horizontalidade, liderança versus ausência de liderança.
Mas a realização da Ideia Mãe implica a integração dos valores humanos e divinos, o que poderia interpretar-se como a harmonia dos opostos, uma busca de um equilíbrio dinâmico. É nossa tarefa integrar o nosso legado e a experiência e aprendizagem que fizemos até agora com uma perspectiva atualizada do momento em que vivemos.
Com a lente deste novo paradigma, podemos observar que cada um desses âmbitos tem diferentes funções e necessidades que mantêm o corpo vivo e sadio. Se ordenam organicamente como círculos dentro de outros círculos, ou células dentro de tecidos e dentro de órgãos. Cada parte tem uma certa autonomia para cumprir com sua função e, por sua vez, é interdependente do conjunto ao qual pertence, para que o sistema, como um todo, cumpra o seu propósito.
Responder a um maior nível de complexidade requer também uma mudança nas formas de liderança. Diante do estilo autoritário ou paternalista que dominou no paradigma moderno, nos dirigimos para um enfoque de liderança no qual se revela a necessidade de escutar, integrar olhares, construir conhecimento e significado, ajudar a que emerja a sabedoria coletiva.
No individual e no grupal também temos desafios. Precisamos gerar em cada um de nós as habilidades para habitar neste novo paradigma mais orgânico e integrado ao todo. Embora a natureza funcione organicamente, nas relações humanas não é tão automático, devido ao nosso livre-arbítrio.
Parece evidente que ainda estamos numa fase inicial da experiência de aprender a trabalhar em grupo, a dialogar de maneira profunda e sincera, a trabalhar sobre as tensões e conflitos. É essencial desenvolver essas habilidades para avançar nesta época.


