Em 2024, seguindo com seu aprofundamento sobre a Missão de Cafh, Ana Cristina Flor, diretora de Cafh, contextualizou a Missão de Cafh em meio à realidade do mundo atual.
Ela ponderou que a humanidade está sedenta de valores reais e de coerência. É no contexto dessa realidade que nos rodeia que faz sentido falar de mística. Nossa mística é de Renúncia.
Encarnar a Renúncia através da Ascética da Renúncia e da Mística do Coração é a nossa especialidade, a obra fundacional de Cafh.
E a nossa é uma Mística do Amor, porque assumimos esta missão como uma obra de assistência à Humanidade em sua evolução. Nós a chamamos de participar com a Integridade da Grande Obra.
Mas a renúncia nunca esteve e não está livre de ser arrastada e envolvida por mitos. Quando idealizamos a nós mesmos ou aos outros, muitas vezes nos encontramos em circunstâncias em que pensamos: "isto não deveria acontecer". E o sentimento associado é a decepção ou a frustração.
A realidade nos mostra que tudo o que acontece, acontece por um motivo, há algo a aprender; há alguma mensagem que nos chega para ampliar a nossa consciência.
O mesmo acontece conosco no nível individual: "isso não deveria acontecer comigo". Podemos sentir solidão, medo, insegurança, ter ilusões etc. Não temos que nos reprimir. Renunciar não é reprimir. Renunciar é aceitar e aprender com a mensagem que a vida nos mostra.
Outro mito bastante generalizado é o de que a renúncia implica "renunciar" a direitos irrenunciáveis. Resistimos a essa ideia porque não queremos que ninguém se aproveite de nós, que nos maltrate ou nos manipule; não desejamos que haja injustiça; acreditamos que não devemos admitir algo que seja errado ou prejudicial. E essa resistência é legítima, já que a renúncia não implica nenhuma destas coisas. Renunciar não é ser débil, manipulável ou ingênuo.
Um terceiro mito é que a renúncia implica resignação. Resignar-se à solidão, resignar-se à velhice, resignar-se ao tédio, resignar-se à falta de sentido, resignar-se... A resignação é a atitude de quem se dá por vencido. De certa forma, é uma atitude cômoda. A Renúncia nos leva a uma atitude contrária à comodidade, pois nos impulsiona para a busca contínua e a desafiar nossos próprios limites.
Poderíamos imaginar a Renúncia como algo severo, firme, duro, árido. Mas, na realidade, a renúncia é uma atitude suave, fluida, amorosa, generosa, sanadora, hospitaleira. Ela acolhe tudo e não se aferra a nada.
A renúncia é o óleo – o lubrificante – que faz com que todas as peças do motor de nossa vida deslizem suavemente: nossa relação com nós mesmos, nossa relação com os demais, nossa relação com o que fazemos. Quando percebemos atritos em nossa vida, é um bom indicador de que nos afastamos dessa atitude amorosa.
Podemos fazer muitas coisas, podemos mudar muito exteriormente, mas nada disso nos trará um sentido profundo e plenitude se não for através da Renúncia. E a Renúncia é um bem individual. Ninguém pode outorgá-lo a nós; só nós mesmos podemos conquistá-lo.
A Renúncia é como um caleidoscópio que pode significar diferentes coisas dependendo do momento, do lugar e da pessoa.
Partimos do fato de que somos seres complexos vivendo em determinadas coordenadas de espaço e tempo, com um centro interior simples, intangível e atemporal, que é a nossa essência.
Tudo o que apreendemos com nossos sentidos e com nossa mente está em um fluxo de mudança permanente. Nada pode ser retido indefinidamente, nada permanece igual. A todo momento tudo está mudando, movendo-se em uma realidade dinâmica.
Por isso, a Renúncia é uma Lei. Esta lei evidente, e ao mesmo tempo misteriosa, é a que nos impele a conhecer-nos a nós mesmos e a penetrar no mistério divino em nosso interior.
Do ponto de vista individual, vivemos em um processo que está em constante movimento e mudança, não só no exterior, mas também interiormente. Mudam nossos pensamentos, nossos estados de ânimo, nossas emoções, nossas sensações corporais, nossas relações. O ritmo de mudança pode ser diferente em cada caso, mas é inevitável.
Há perguntas que nos permitem estar despertos: Com que imagem de mim mesma ou com que faceta estou me identificando? O que está se manifestando de minha pessoa neste instante? O trabalho interior nos ajuda a ir tirando camadas, como as múltiplas camadas de uma cebola, e nos aproximarmos do nosso centro interior, essa energia puramente espiritual. Podemos descobrir esse centro interior e nos posicionar conscientemente nesse observador.
Tudo o que vivemos, os nossos acertos, erros, alegrias e dores, nós os colocamos no marco da vida de todos os seres. Isto dá às nossas experiências pessoais uma dimensão relativa. Deixamos de nos perceber como o centro do que acontece para nos perceber como uma parte infinitesimal do universo que nos contém. Nossos sofrimentos não são apenas nossos, mas os vivemos como algo que nos permite estar próximos do sofrimento de todos os seres humanos. Qualquer conquista que alcancemos é uma conquista da Humanidade.
Ela ponderou que a humanidade está sedenta de valores reais e de coerência. É no contexto dessa realidade que nos rodeia que faz sentido falar de mística. Nossa mística é de Renúncia.
Encarnar a Renúncia através da Ascética da Renúncia e da Mística do Coração é a nossa especialidade, a obra fundacional de Cafh.
E a nossa é uma Mística do Amor, porque assumimos esta missão como uma obra de assistência à Humanidade em sua evolução. Nós a chamamos de participar com a Integridade da Grande Obra.
Mas a renúncia nunca esteve e não está livre de ser arrastada e envolvida por mitos. Quando idealizamos a nós mesmos ou aos outros, muitas vezes nos encontramos em circunstâncias em que pensamos: "isto não deveria acontecer". E o sentimento associado é a decepção ou a frustração.
A realidade nos mostra que tudo o que acontece, acontece por um motivo, há algo a aprender; há alguma mensagem que nos chega para ampliar a nossa consciência.
O mesmo acontece conosco no nível individual: "isso não deveria acontecer comigo". Podemos sentir solidão, medo, insegurança, ter ilusões etc. Não temos que nos reprimir. Renunciar não é reprimir. Renunciar é aceitar e aprender com a mensagem que a vida nos mostra.
Outro mito bastante generalizado é o de que a renúncia implica "renunciar" a direitos irrenunciáveis. Resistimos a essa ideia porque não queremos que ninguém se aproveite de nós, que nos maltrate ou nos manipule; não desejamos que haja injustiça; acreditamos que não devemos admitir algo que seja errado ou prejudicial. E essa resistência é legítima, já que a renúncia não implica nenhuma destas coisas. Renunciar não é ser débil, manipulável ou ingênuo.
Um terceiro mito é que a renúncia implica resignação. Resignar-se à solidão, resignar-se à velhice, resignar-se ao tédio, resignar-se à falta de sentido, resignar-se... A resignação é a atitude de quem se dá por vencido. De certa forma, é uma atitude cômoda. A Renúncia nos leva a uma atitude contrária à comodidade, pois nos impulsiona para a busca contínua e a desafiar nossos próprios limites.
Poderíamos imaginar a Renúncia como algo severo, firme, duro, árido. Mas, na realidade, a renúncia é uma atitude suave, fluida, amorosa, generosa, sanadora, hospitaleira. Ela acolhe tudo e não se aferra a nada.
A renúncia é o óleo – o lubrificante – que faz com que todas as peças do motor de nossa vida deslizem suavemente: nossa relação com nós mesmos, nossa relação com os demais, nossa relação com o que fazemos. Quando percebemos atritos em nossa vida, é um bom indicador de que nos afastamos dessa atitude amorosa.
Podemos fazer muitas coisas, podemos mudar muito exteriormente, mas nada disso nos trará um sentido profundo e plenitude se não for através da Renúncia. E a Renúncia é um bem individual. Ninguém pode outorgá-lo a nós; só nós mesmos podemos conquistá-lo.
A Renúncia é como um caleidoscópio que pode significar diferentes coisas dependendo do momento, do lugar e da pessoa.
Partimos do fato de que somos seres complexos vivendo em determinadas coordenadas de espaço e tempo, com um centro interior simples, intangível e atemporal, que é a nossa essência.
Tudo o que apreendemos com nossos sentidos e com nossa mente está em um fluxo de mudança permanente. Nada pode ser retido indefinidamente, nada permanece igual. A todo momento tudo está mudando, movendo-se em uma realidade dinâmica.
Por isso, a Renúncia é uma Lei. Esta lei evidente, e ao mesmo tempo misteriosa, é a que nos impele a conhecer-nos a nós mesmos e a penetrar no mistério divino em nosso interior.
Do ponto de vista individual, vivemos em um processo que está em constante movimento e mudança, não só no exterior, mas também interiormente. Mudam nossos pensamentos, nossos estados de ânimo, nossas emoções, nossas sensações corporais, nossas relações. O ritmo de mudança pode ser diferente em cada caso, mas é inevitável.
Há perguntas que nos permitem estar despertos: Com que imagem de mim mesma ou com que faceta estou me identificando? O que está se manifestando de minha pessoa neste instante? O trabalho interior nos ajuda a ir tirando camadas, como as múltiplas camadas de uma cebola, e nos aproximarmos do nosso centro interior, essa energia puramente espiritual. Podemos descobrir esse centro interior e nos posicionar conscientemente nesse observador.
Tudo o que vivemos, os nossos acertos, erros, alegrias e dores, nós os colocamos no marco da vida de todos os seres. Isto dá às nossas experiências pessoais uma dimensão relativa. Deixamos de nos perceber como o centro do que acontece para nos perceber como uma parte infinitesimal do universo que nos contém. Nossos sofrimentos não são apenas nossos, mas os vivemos como algo que nos permite estar próximos do sofrimento de todos os seres humanos. Qualquer conquista que alcancemos é uma conquista da Humanidade.


