Grande parte do sofrimento da humanidade é por falta de amor. Todas as portas estão abertas para que cheguemos até a máxima expressão do amor, sem depreciar nenhuma das etapas que podem nos levar até lá. Nossas ensinanças nos conduzem por um caminho que, longe de acentuar aspectos negativos como o temor ou a competição como motivadores para desenvolver-nos, apelam para o desenvolvimento da consciência e para fortalecer os bens que naturalmente albergamos no coração.
Não há sentimento mais universal que o amor. O amor nos leva a viver em virtude do bem comum e a trabalhar para que nossa relação com o próximo seja fonte de bem-estar. Porém, o amor não cresce sozinho. É um bem que se cultiva através da mais nobre expressão da vontade. Das inumeráveis formas que toma a vontade, a mais elevada é o amor, já que sempre beneficia, fortalece, reconforta.
Nossa única possibilidade real de amar está no presente. Perdemos a plenitude que nos oferece cada momento quando abandonamos o presente para procurar satisfazer-nos com os logros do passado ou com as ilusões do futuro. Quantos bons momentos temos perdido por ausentar-nos do momento presente!
Implícita no amor está a atitude de presença, de entrega, que começa com o interesse e com a atenção postos no objeto de nosso afeto. Se não estamos atentos, escapam-nos a realidade e a vida que só ocorrem no aqui e agora.
No princípio, o amor à própria vida nos leva a atacar para sobreviver; ao expandir-se, esse amor se torna defensivo do que se sente que é e do que lhe pertence. Defende-se a projeção de si mesmo, tanto onde buscamos nosso sustento quanto na família. Desse amor nascem o instinto maternal e o enamoramento.
Desde a primeira saída da casca de si mesmo até o fazer incontáveis sacrifícios pelo bem de outros, desenvolvemo-nos movidos pelo instinto defensivo. Lutamos para conservar o que temos alcançado; esta luta reforça nossos apegos. Isto nos leva a centrar nosso amor em nossos instrumentos: nosso corpo, nossa alma. Do amor a nosso corpo passamos ao amor por tudo o que lhe causa deleite. É interessante observar que, até certo momento de nosso desenvolvimento, os seres humanos nos mantemos como se fôssemos uma ilha, sem sensibilizar-nos pelas necessidades dos demais, buscando apenas o próprio prazer.
Nossa ensinança nos diz que o fim supremo na vida da alma é descobrir a chispa do divino que está em nossos corações. Em um momento dado, o chamado para responder a esta realidade se faz sentir em nós. Temos consciência de que a divindade que está em nós é a mesma que está em cada ser, em cada expressão da vida. Isto nos leva a expandir nosso amor para compreender, assistir e amar a nossos semelhantes. Sem compreensão, sem a capacidade de sentir-nos uno com outro ser, o amor se mantém muito limitado.
Damos um passo mais além quando derramamos nosso amor em outro ser. Ainda que busquemos uma correspondência e exijamos amor, também damos tudo pelo ser amado.
À medida que nos desenvolvemos, o círculo pequeno que demarca a nossa existência vai se ampliando. Amamos os nossos filhos, a família estendida e até grupos afins. Ao tomar consciência de que possuímos essa força extraordinária, aprofundamos nosso amor, sensibilizamo-nos, percebemos a dor e a alegria dos outros e até as tornamos nossas. Nasce em nós a compaixão que nos leva sofrer pelos outros e também procurar o seu bem-estar.
É assim que a expansão de nossa consciência, de nosso desenvolvimento interior, dirige- nos passo a passo para amar por amar; mais além de buscar uma compensação, vivemos com plenitude pelo simples fato de amar. Aprendemos a amar a todos por igual, transcendendo as diferenças, porque percebemos a chispa divina que os anima. Desde o mais profundo de nosso ser compreendemos o que cada pessoa é: um ser humano, com infinitas possibilidades.
Já não nos determina seu comportamento para perceber o que uma alma é. Entendemos que esse comportamento é mutável, modificável e produto de circunstâncias e escolhas, algumas talvez erradas, por ignorância.
Quando esse amor que não faz diferenças se derrama em um ser, dá-se a verdadeira amizade, aquela que não varia com as circunstâncias, porque não espera nada do ser amado e só busca dar-se. Não há obstáculo, característica ou dúvida que interfira no livre fluir do nosso amor.
Não há sentimento mais universal que o amor. O amor nos leva a viver em virtude do bem comum e a trabalhar para que nossa relação com o próximo seja fonte de bem-estar. Porém, o amor não cresce sozinho. É um bem que se cultiva através da mais nobre expressão da vontade. Das inumeráveis formas que toma a vontade, a mais elevada é o amor, já que sempre beneficia, fortalece, reconforta.
Nossa única possibilidade real de amar está no presente. Perdemos a plenitude que nos oferece cada momento quando abandonamos o presente para procurar satisfazer-nos com os logros do passado ou com as ilusões do futuro. Quantos bons momentos temos perdido por ausentar-nos do momento presente!
Implícita no amor está a atitude de presença, de entrega, que começa com o interesse e com a atenção postos no objeto de nosso afeto. Se não estamos atentos, escapam-nos a realidade e a vida que só ocorrem no aqui e agora.
No princípio, o amor à própria vida nos leva a atacar para sobreviver; ao expandir-se, esse amor se torna defensivo do que se sente que é e do que lhe pertence. Defende-se a projeção de si mesmo, tanto onde buscamos nosso sustento quanto na família. Desse amor nascem o instinto maternal e o enamoramento.
Desde a primeira saída da casca de si mesmo até o fazer incontáveis sacrifícios pelo bem de outros, desenvolvemo-nos movidos pelo instinto defensivo. Lutamos para conservar o que temos alcançado; esta luta reforça nossos apegos. Isto nos leva a centrar nosso amor em nossos instrumentos: nosso corpo, nossa alma. Do amor a nosso corpo passamos ao amor por tudo o que lhe causa deleite. É interessante observar que, até certo momento de nosso desenvolvimento, os seres humanos nos mantemos como se fôssemos uma ilha, sem sensibilizar-nos pelas necessidades dos demais, buscando apenas o próprio prazer.
Nossa ensinança nos diz que o fim supremo na vida da alma é descobrir a chispa do divino que está em nossos corações. Em um momento dado, o chamado para responder a esta realidade se faz sentir em nós. Temos consciência de que a divindade que está em nós é a mesma que está em cada ser, em cada expressão da vida. Isto nos leva a expandir nosso amor para compreender, assistir e amar a nossos semelhantes. Sem compreensão, sem a capacidade de sentir-nos uno com outro ser, o amor se mantém muito limitado.
Damos um passo mais além quando derramamos nosso amor em outro ser. Ainda que busquemos uma correspondência e exijamos amor, também damos tudo pelo ser amado.
À medida que nos desenvolvemos, o círculo pequeno que demarca a nossa existência vai se ampliando. Amamos os nossos filhos, a família estendida e até grupos afins. Ao tomar consciência de que possuímos essa força extraordinária, aprofundamos nosso amor, sensibilizamo-nos, percebemos a dor e a alegria dos outros e até as tornamos nossas. Nasce em nós a compaixão que nos leva sofrer pelos outros e também procurar o seu bem-estar.
É assim que a expansão de nossa consciência, de nosso desenvolvimento interior, dirige- nos passo a passo para amar por amar; mais além de buscar uma compensação, vivemos com plenitude pelo simples fato de amar. Aprendemos a amar a todos por igual, transcendendo as diferenças, porque percebemos a chispa divina que os anima. Desde o mais profundo de nosso ser compreendemos o que cada pessoa é: um ser humano, com infinitas possibilidades.
Já não nos determina seu comportamento para perceber o que uma alma é. Entendemos que esse comportamento é mutável, modificável e produto de circunstâncias e escolhas, algumas talvez erradas, por ignorância.
Quando esse amor que não faz diferenças se derrama em um ser, dá-se a verdadeira amizade, aquela que não varia com as circunstâncias, porque não espera nada do ser amado e só busca dar-se. Não há obstáculo, característica ou dúvida que interfira no livre fluir do nosso amor.