Entre as muitas graças recebidas está o dom de amar. Nossa consciência e vontade nos conduzem a desenvolvê-lo em doze raios, como etapas de aprendizagem.
O primeiro raio é o instinto animal que impulsiona a conservação das espécies. Em ritmo louco, como absorvidos por poderoso redemoinho, lutando, matando e sucumbindo por esse intenso desejo, os seres lutam para sobreviver. Tudo perece; porém até o último alento a carne luta desesperadamente por sua conservação. Assim, por esse magnífico e inconsciente desejo de ser, os milhares de astros que povoam o espaço se mantêm. Tudo é movido pela mesma força: o amor.
O segundo raio é defensivo e desenvolve a autoconsciência do indivíduo. Estende-se até o limite que demarca as necessidades do defensor: defesa de si, sua prole, seu alimento e o indispensável à vida. Lançou raízes tão poderosas que os humanos não conseguem desprender-se dele. Pela defesa formaram-se famílias, clãs, nações, códigos e sociedades de proteção e ajuda mútua.
Ao sentirem-se relativamente seguros no ambiente que criaram, orientam seu amor animal para o terceiro raio: o amor ao próprio corpo, indefinido, misterioso e sutil. Desde que a criança se vê refletida na água ou no espelho, conhece esse estremecimento, às vezes subconscientemente vergonhoso, de auto atração. Com o tempo torna-se cada vez mais forte e egoísta, especialmente em quem não encontra objetivo mais elevado para a vida.
O que esperar de um amor tão intenso ao corpo senão a entrada no quarto raio, que procura dar ao corpo todos os prazeres animais? Neste, o ser humano encontra satisfação só em seu próprio deleite. O amor animal é indispensável à vida; por ele se conservam as espécies vegetais e animais. Porém, para o humano, que tem discernimento e livre arbítrio, qualquer aspecto deste amor o arrasta para a vida inferior e o afasta do Divino.
O quinto raio impulsiona o indivíduo a sentir por outros o que sente por si. Admite que a felicidade e o prazer de outro podem ser também seus. Descobre que não somente ele sente, sofre e ama, mas que outros também experimentam esses sentimentos. Este amor já é humano e impulsiona à expansão, comunicação e afeto recíproco.
No sexto raio o amor torna-se atrativo. O ser humano quer prazer para si e para o ser amado. Embora o círculo de seus afetos seja reduzido, às vezes abarcando uma só pessoa, para ele é tudo. Por esse amor luta, trabalha, sofre e até morre. Não tolera que lhe tirem seu afeto e, quando não correspondido, entrega-se ao desespero, ao ódio e até mata.
No sétimo raio o amor humano se estende a várias pessoas, podendo abarcar toda uma coletividade. Busca horizontes mais amplos e procura transformar-se no Amor Real. O indivíduo deseja que seu amor não morra, porque começa a compreender: "Amor que morre não é amor". Projeta seu amor através dos filhos. Ama seus filhos, fruto de seu prazer. Embora saiba que os afetos gerados pela atração instintiva terminarão, sabe que seu amor sobreviverá em sua prole, estendendo-se de geração em geração pelo fio da herança de sangue.
No oitavo raio o amor humano se faz compassivo. O indivíduo sofre pelos padecimentos alheios e deseja que seu bem-estar seja o de todo seu povo. Embora queira acima de tudo o bem para si, admite a necessidade do bem para os outros. Protege os que lhe inspiram simpatia, ajuda os de sua raça, favorece os que o louvam. Conquanto não perdoe os que se lhe opõem, faz todo o bem que pode, desde que redunde em seu próprio benefício e satisfaça seu amor próprio.
Porém o amor humano, relativo como tudo que tem forma, não é o Amor Real. Unicamente o amor divino é Amor Real.
O nono raio é divino. Ama-se por amar, dá-se por dar, sem esperar recompensa. Como fazer distinções entre seres se todos saíram da mesma Essência divina e a Ela voltarão? Que importa não ser correspondido, se toda a chama do amor está naquele que ama? Os verdadeiros devotos experimentam esse amor e por isso dizem estar loucos de amor a Deus e à humanidade.
Chega-se ao décimo raio. Se o amor divino é tão extenso e sublime que abarca tudo sem pedir nada, quão maravilhoso é quando enfocado sobre um ser humano! Só nesse grau se conhece a verdadeira amizade; é lamentável que essa palavra tenha sido tão desvirtuada. A amizade se mostra quando para sentir gozo e plenitude não se necessita mais que ver o ser amado feliz, ainda que à custa do próprio sacrifício.
No décimo primeiro raio o amor divino torna-se extático. Já não há medida entre um amor e outro, entre uma forma e outra. Qualquer expressão de amor, ainda a mais diminuta, acende tal chama no peito que funde a alma no amor divino pelo êxtase.
Pelo caminho do coração ou da mente, no décimo segundo raio, o Amor Divino restitui a alma extática à fonte primeira e universal da qual brotou a primeira expressão de vida, impulsionada pelo eterno amor. O Amor Real funde a alma de tal modo com a Divindade que é difícil assinalar o limite entre o Manifestado e o Imanifestado.
O primeiro raio é o instinto animal que impulsiona a conservação das espécies. Em ritmo louco, como absorvidos por poderoso redemoinho, lutando, matando e sucumbindo por esse intenso desejo, os seres lutam para sobreviver. Tudo perece; porém até o último alento a carne luta desesperadamente por sua conservação. Assim, por esse magnífico e inconsciente desejo de ser, os milhares de astros que povoam o espaço se mantêm. Tudo é movido pela mesma força: o amor.
O segundo raio é defensivo e desenvolve a autoconsciência do indivíduo. Estende-se até o limite que demarca as necessidades do defensor: defesa de si, sua prole, seu alimento e o indispensável à vida. Lançou raízes tão poderosas que os humanos não conseguem desprender-se dele. Pela defesa formaram-se famílias, clãs, nações, códigos e sociedades de proteção e ajuda mútua.
Ao sentirem-se relativamente seguros no ambiente que criaram, orientam seu amor animal para o terceiro raio: o amor ao próprio corpo, indefinido, misterioso e sutil. Desde que a criança se vê refletida na água ou no espelho, conhece esse estremecimento, às vezes subconscientemente vergonhoso, de auto atração. Com o tempo torna-se cada vez mais forte e egoísta, especialmente em quem não encontra objetivo mais elevado para a vida.
O que esperar de um amor tão intenso ao corpo senão a entrada no quarto raio, que procura dar ao corpo todos os prazeres animais? Neste, o ser humano encontra satisfação só em seu próprio deleite. O amor animal é indispensável à vida; por ele se conservam as espécies vegetais e animais. Porém, para o humano, que tem discernimento e livre arbítrio, qualquer aspecto deste amor o arrasta para a vida inferior e o afasta do Divino.
O quinto raio impulsiona o indivíduo a sentir por outros o que sente por si. Admite que a felicidade e o prazer de outro podem ser também seus. Descobre que não somente ele sente, sofre e ama, mas que outros também experimentam esses sentimentos. Este amor já é humano e impulsiona à expansão, comunicação e afeto recíproco.
No sexto raio o amor torna-se atrativo. O ser humano quer prazer para si e para o ser amado. Embora o círculo de seus afetos seja reduzido, às vezes abarcando uma só pessoa, para ele é tudo. Por esse amor luta, trabalha, sofre e até morre. Não tolera que lhe tirem seu afeto e, quando não correspondido, entrega-se ao desespero, ao ódio e até mata.
No sétimo raio o amor humano se estende a várias pessoas, podendo abarcar toda uma coletividade. Busca horizontes mais amplos e procura transformar-se no Amor Real. O indivíduo deseja que seu amor não morra, porque começa a compreender: "Amor que morre não é amor". Projeta seu amor através dos filhos. Ama seus filhos, fruto de seu prazer. Embora saiba que os afetos gerados pela atração instintiva terminarão, sabe que seu amor sobreviverá em sua prole, estendendo-se de geração em geração pelo fio da herança de sangue.
No oitavo raio o amor humano se faz compassivo. O indivíduo sofre pelos padecimentos alheios e deseja que seu bem-estar seja o de todo seu povo. Embora queira acima de tudo o bem para si, admite a necessidade do bem para os outros. Protege os que lhe inspiram simpatia, ajuda os de sua raça, favorece os que o louvam. Conquanto não perdoe os que se lhe opõem, faz todo o bem que pode, desde que redunde em seu próprio benefício e satisfaça seu amor próprio.
Porém o amor humano, relativo como tudo que tem forma, não é o Amor Real. Unicamente o amor divino é Amor Real.
O nono raio é divino. Ama-se por amar, dá-se por dar, sem esperar recompensa. Como fazer distinções entre seres se todos saíram da mesma Essência divina e a Ela voltarão? Que importa não ser correspondido, se toda a chama do amor está naquele que ama? Os verdadeiros devotos experimentam esse amor e por isso dizem estar loucos de amor a Deus e à humanidade.
Chega-se ao décimo raio. Se o amor divino é tão extenso e sublime que abarca tudo sem pedir nada, quão maravilhoso é quando enfocado sobre um ser humano! Só nesse grau se conhece a verdadeira amizade; é lamentável que essa palavra tenha sido tão desvirtuada. A amizade se mostra quando para sentir gozo e plenitude não se necessita mais que ver o ser amado feliz, ainda que à custa do próprio sacrifício.
No décimo primeiro raio o amor divino torna-se extático. Já não há medida entre um amor e outro, entre uma forma e outra. Qualquer expressão de amor, ainda a mais diminuta, acende tal chama no peito que funde a alma no amor divino pelo êxtase.
Pelo caminho do coração ou da mente, no décimo segundo raio, o Amor Divino restitui a alma extática à fonte primeira e universal da qual brotou a primeira expressão de vida, impulsionada pelo eterno amor. O Amor Real funde a alma de tal modo com a Divindade que é difícil assinalar o limite entre o Manifestado e o Imanifestado.


